Técnico do japão critica organização do Mundial de Futsal

Já o treinador da seleção brasileira, Paulo César de Oliveira, fez apenas elogios à estrutura do evento

Giuliander Carpes - O Estado de S. Paulo,

27 de setembro de 2008 | 15h33

Ambos falam a mesma língua. Paulo César de Oliveira, o PC, treinador do Brasil, e Sérgio Sapo, técnico do Japão, estão em casa no Mundial de Futsal do Brasil. Enquanto o comandante do time da casa teceu elogios à organização do evento, o da seleção japonesa, porém, criticou duramente. A equipe de Sapo chegou neste sábado ao País e está tendo dificuldades de se adaptar a Brasília.Veja também:Galeria de fotos - Trajetória da seleção brasileira nos Mundiais"É tudo longe", resumiu Sapo. "O hotel é em uma área. Daí a gente precisa se deslocar bastante para ir à academia fazer a preparação física e os ginásios são totalmente fora de mão".Hoje o Brasil treinava às 9 horas na quadra do Centro Educacional La Salle, enquanto o Japão tinha horário marcado para as 10h30. Os japoneses, no entanto, chegaram ao local às 9h40. E queriam um espaço para fazer ao menos o aquecimento. "Com 1h30 para treinar somente fica difícil fazer a preparação adequada", reclamou Sapo.O treinador tomou a liberdade de pedir aos assessores da seleção brasileira algum espaço. E levou. A direção da escola abriu uma área lateral ao ginásio para o trabalho dos japoneses. O treino do Brasil continuou fechado à imprensa e observadores, ainda mais com o primeiro rival do Mundial de Futsal (as duas equipes se enfrentam na terça-feira, às 10h30) por perto.PC ELOGIAO técnico PC, por outro lado, foi só elogios à estrutura do Mundial de Futsal do Brasil. "As condições são as melhores possíveis", declarou."Quem esteve no Mundial da Guatemala sabe que as condições não eram essas." Ele falou bem também da competição em Brasília. "As obras do Nilson Nelson começaram atrasadas, mas terminaram a tempo e o ginásio está muito bom", disse o treinador. "O setor hoteleiro também é muito bom. Então, na minha concepção, não tem reclamação."PC entende que as reclamações só se justificam se o interesse for inventar desculpas para uma eventual derrota. "Aí a gente já devia também estar montando nossa lista. O que não é o caso", brincou. "O que a gente quer nesse momento é dar uma mostra de que a gente tem uma capacidade de organização interessante e Brasília, principalmente, por ser a capital do País."

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