Juan Mabromata/AFP
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Técnico do Paraguai promete retranca e elogia campanha da equipe na fase de grupos

Antes de jogo com o Brasil na Copa América, Eduardo Berizzo exalta resultados da equipe, que ainda não venceu

Ciro Campos, enviado especial a Porto Alegre, O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2019 | 21h11

O Paraguai não terá vergonha de jogar na defesa contra a seleção brasileira. Nesta quarta-feira, o técnico Eduardo Berizzo disse em entrevista coletiva que vai preparar uma formação com grande vocação defensiva para o jogo desta quinta, em Porto Alegre, pela Copa América, e elogiou a campanha da equipe na primeira fase da competição, apesar de ter somado apenas dois pontos em três rodadas.

O argentino Berizzo afirmou não ter contado a escalação até agora nem para os próprios jogadores, mas adiantou estar preocupado principalmente com a defesa. "Vamos ter uma equipe que defende com precisão e qualidade. Vamos ter um jogo de muita intensidade física. Nossa missão será parar o ataque do nosso adversário. Será um jogo importante e uma grande oportunidade para mostrar nosso futebol", afirmou.

Alvo de críticas da imprensa paraguaia, Berizzo está no cargo desde fevereiro e só conquistou uma vitória, em um amistoso sobre a Guatemala um pouco antes da Copa América. Após a competição começar, a equipe empatou com Catar e Argentina, perdeu para a Colômbia e só se classificou graças ao empate por 1 a 1 entre Equador e Japão. Caso houvesse um vencedor no jogo, o Paraguai já teria voltado para casa.

Berizzo afirmou que a campanha na Copa América, apesar de não ter vitórias, precisa ser valorizada. "A classificação tem muito significado. Estávamos no grupo mais difícil, junto com Argentina e Colômbia. Os resultados foram todos apertados. Conseguimos mais pontos do que quatro equipes dessa Copa América. É preciso valorizar que superamos uma primeira fase bastante complicada", afirmou.

O treinador disse não se importar com a estatística recente de eliminações do Paraguai sobre o Brasil em Copas Américas, como foi em 2011 e 2015. O técnico admitiu a dificuldade de se repetir o resultado por estar no comando há pouco tempo e ter um elenco formado recentemente e ainda carente de mais entrosamento.

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