Técnico do Uruguai elogia atitude da equipe

Foi a segunda vez que o técnico Juan Ramón Carrasco enfrentou o Brasil ea segunda em que complicou o jogo e arrancou um empate - a primeira foi com a seleção principal, nos 3 a 3 em Curitiba pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Satisfeito, ele não perdeu a chance de mandar o seu recado depois da partida. "Éimportante ter boas individualides, mas no futebol de hoje ninguém ganha mais só com o nome. Vocês não viram o jogo do Real Madrid sábado contra a Real Sociedad? O Real Madrid é melhor, mas não teve atitude para impor o seu favoritismo. Neste domingo o Uruguai teve a atitude que não teve diante do Chile e conseguiu um ótimo resultado." Carrasco disse que gostou de ter de enfrentar a seleção brasileira logo depois do vexame que seu time deu na estréia, quando perdeu por 3 a 0 para o Chile. Em sua opinião, o que o Uruguai fizesse contra o Brasil mostraria até onde poderia chegar na competição. "Contra o Chile, fizemos nossa pior partida desde que estou no comando. Ficamos em situação difícil na competição, aindamais tendo pela frente o melhor time do torneio. Mas eu sabia que se fizéssemos uma boa partida ganharíamos confiança para seguir lutando. E foi o que aconteceu. Devemos festejar este resultado, apesar de ainda estarmos em posição complicada na chave." Durante a coletiva, ele trocou farpas com os jornalistas uruguaios - que não se conformam com sua mania de fazer muitas mudanças na escalação de uma partida para outra. Quando um repórter de rádio lhe perguntou se não tinha sido um exagero trocar seis jogadores para o jogo deste domingo, ele teve a deixa que esperava para defender os seus métodos de trabalho. "Onde está escrito que é proibido mudar seis jogadores de uma partida para outra? Comigo ninguém joga só com o nome, não me sinto pressionado a escalar fulano de tal só por ele jogar num time grande. Mexo na equipe para melhorar o seu funcionamento de acordo com minhas convicções." O próximo adversário do Uruguai será aVenezuela, terça-feira. Apesar da histórica fragilidade do rival, Carrasco não canta vitória. "É o que eu falei, ninguém ganha só no nome. Se um favorito não jogar com determinação e concentração, pode perder para qualquer um."

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