Jason Lee / Reuters
Jason Lee / Reuters

Técnico em 5 Mundiais, sérvio vê emocional do Brasil refletir a situação do País

Bora Milutinovic diz que Brasil 'precisa lembrar do que aconteceu em Belo Horizonte', em referência ao 7 a 1

Jamil Chade, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2018 | 12h30

Bora Milutinovic, treinador sérvio que esteve presente em cinco Copas do Mundo, prefere não comentar o jogo entre a seleção de seu país e o Brasil, que começará às 15 horas (de Brasília) desta quarta-feira, em Moscou, pela rodada final do Grupo E do Mundial na Rússia. Mas alerta que os jogadores brasileiros têm um ponto importante de debilidade: "O emocional".

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"Esse é um aspecto que precisa ser trabalhado", disse, em declarações à reportagem Estado. Em Moscou para acompanhar a seleção sérvia, ele afirmou que foi exatamente esse o elemento que conduziu o Brasil a ser humilhado pela Alemanha há quatro anos. "É só lembrar do que ocorreu em Belo Horizonte", completou Milutinovic, numa referência à semifinal realizada no Mineirão que terminou com vitória alemã por 7 a 1.

Para ele, porém, a fragilidade psicológica não se resume ao campo esportivo para os atletas da seleção brasileira. "O aspecto emocional é uma questão do País e que também se reflete nos jogadores", diagnosticou.

Bora, como é conhecido, participou de cinco Copas do Mundo, assim como Carlos Alberto Parreira. Mas ele detém o recorde por ter dirigido cinco seleções diferentes. Em 1986, ele era o treinador do México e levou a seleção anfitrião às quartas de final. Quatro anos depois, na Itália, ele enfrentou o Brasil como treinador da Costa Rica.

 

Em 1994, ele mais uma vez veria sua seleção cruzar com o Brasil. Ele era o treinador dos Estados Unidos, que foram eliminados em casa pelo time dirigido por Parreira nas oitavas de final. Em 1998, na França, comandou a Nigéria e foi até as oitavas de final. Já em 2002, no Mundial realizado no Japão e na Coreia do Sul, Bora foi o treinador da China, outra seleção que caiu diante do Brasil em sua campanha. Com 73 anos de idade, o sérvio comandou ainda 13 clubes durante a sua carreira.

 

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