José Patrício/AE
José Patrício/AE

Técnico escala Palmeiras com dois volantes para o clássico

Recém-contratado, Antônio Carlos também adiantou que Diego Souza voltará a atuar como meia-atacante

André Avelar, estadao.com.br

19 de fevereiro de 2010 | 19h56

Cada um na sua posição. Antônio Carlos nem bem foi apresentado nesta sexta-feira, mas deixou claro como quer o Palmeiras, já para o clássico contra o São Paulo, domingo, no Palestra Itália. Ele adiantou que Diego Souza jogará como meia-atacante e que o time não atuará mais com três volantes, esquema preferido pelo antigo técnico Muricy Ramalho.

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"O Diego [Souza] vai jogar como meia, que é a posição de origem dele. Vamos fazer com que cada um jogue em sua posição", cutucou Antônio Carlos. "E no próximo jogo [contra o São Paulo] vamos com dois volantes. Se tiver que tirar o Pierre, o Edinho ou o Márcio Araújo, paciência. Eles vão ter que esperar", disse.

 

Apesar de adiantar a formação tática da equipe para o clássico, o técnico não quis dizer quem perderá a vaga no campo nem quem ganhará espaço ao lado de Robert, já que Diego Souza volta para a posição de origem. No ataque, o meia-atacante fez cinco gols neste Campeonato Paulista, barrando Lenny e Daniel Lovinho, que podem ter nova chance.

 

Com apenas um dia de trabalho, Antônio Carlos prefere conhecer melhor os jogadores antes de anunciar os titulares. Jogador aposentado desde 2007, por conta de uma grave lesão no joelho, o novo técnico espera utilizar a linguagem de boleiro minutos antes da partida.

 

"Se falar que vai ter muita mudança, estarei mentindo. Vai ser mais na base da conversa. A conversa no vestiário tem que ser a mesma que a dos jogadores. Sei tratar o jogador", afirmou.

 

Devidamente contratado e apresentado, Antônio Carlos não vê motivos para não comandar o time do banco de reservas. Depois do treino, o técnico recusou a proposta da diretoria do clube de deixar um técnico interino em seu lugar.

 

"Falei que iria para o clássico porque não há motivos para não ir se já fui apresentado e até trabalhei. Vou sofrer com os jogadores no banco", disse o técnico, talvez sem perceber que deu outra alfinetada em Muricy, que mesmo contratado não assumiu o time na goleada por 3 a 0 para o Corinthians, no Brasileirão 2009.

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