Paul White/AP - 23/12/2004
Paul White/AP - 23/12/2004

Técnico Fabio Capello defende Arrigo Sacchi : 'Não foi racista'

'O Sacchi não se referiu à cor da pele. Ele estava se referindo aos times de base que têm oito ou nove estrangeiros', afirma o treinador

Estadão Conteúdo

18 de fevereiro de 2015 | 14h05

Em meio à polêmica por conta de suas críticas à presença de "muitos jogadores de cor" no futebol de base da Itália, o técnico vice-campeão do mundo em 1994 com a seleção do país, Arrigo Sacchi, ganhou um aliado. O também treinador italiano Fabio Capello defendeu o colega e descartou que Sacchi tenha sido racista em seus comentários.

"O Sacchi não se referiu à cor da pele. Não foi racista. É só que precisamos nas categorias de base de mais jogadores italianos, uma identidade italiana. Temos negros que são italianos, mas ele estava se referindo aos times de base que têm oito ou nove estrangeiros", declarou Capello em entrevista à rádio espanhola Onda Cero.

Capello tem relação antiga com Sacchi, a quem considera seu mentor por terem trabalhado juntos no Milan no fim dos anos 80. O próprio Capello viria a substituir Sacchi no clube no início dos anos 90, quando ele foi para a seleção italiana, e desde então criou-se um clima de rivalidade entre eles.

Arrigo Sacchi deu a polêmica declaração na última segunda-feira. Ao ser perguntado sobre qual fator estaria prejudicando o desempenho dos clubes grandes da Itália e da seleção do país, ele disparou: "Eu certamente não sou racista e minha trajetória como treinador comprova isso, a começar por Franck Rijkaard (jogador negro que comandou no Milan), mas ao assistir o torneio de Viareggio, digo que há muitos jogadores de cor, até nas equipes de base".

Além de apoiar o ex-treinador de 68 anos, Capello também se envolveu em uma polêmica ao dar opinião sobre outro assunto. Ao ser perguntado sobre o estilo de jogo do Atlético de Madrid, considerado violento por muitos, o italiano deu uma declaração que gerou revolta nas redes sociais por ser considerada homofóbica.

"O Atlético não é um time violento. O futebol não é para mariquinhas", disse. "O Atlético é sobre sofrimento, jogar e vencer como um time. Essa história de ser um time violento não faz sentido. Um time violento é aquele que corta sua perna fora assim que você vai a campo. Futebol é físico, sempre foi."

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