José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Técnico Ney Franco ganha oxigênio no comando do São Paulo

Boa vitória e classificação para um novo embate contra o Atlético-MG tornam bom o ambiente

FERNANDO FARO, O Estado de S. Paulo

19 de abril de 2013 | 08h37

SÃO PAULO - Não foram apenas os jogadores que respiraram aliviados com a vitória do São Paulo sobre o Atlético-MG, que garantiu o Tricolor na próxima fase da Libertadores. De maneira mais discreta, como é de seu costume, Ney Franco ganhou bastante oxigênio e conseguiu se livrar das críticas que o acompanhavam desde o início da temporada. O treinador virou alvo da torcida e passaria a sofrer forte pressão também dos diretores em caso de insucesso da equipe, mas o resultado diminui a insatisfação de alguns dirigentes.

Nos bastidores, o treinador sempre contou com o único apoio que realmente faz diferença: o do presidente Juvenal Juvêncio. O dirigente gosta do trabalho de Ney e sempre deixou claro aos demais cartolas que não passava pela sua cabeça uma substituição em caso de fracasso, especialmente porque foi sob seu comando que o clube conquistou um título (Copa Sul-Americana) pela primeira vez desde a saída de Muricy Ramalho. Outro ponto que pesa na avaliação positiva é a postura do treinador diante de situações de conflito com o elenco e a diretoria.

Ney Franco, por exemplo, já "enfrentou" Rogério Ceni e Lúcio publicamente - após a partida contra a LDU de Loja, no ano passado, o goleiro foi repreendido por pedir a entrada de Cícero, enquanto o treinador optou por Willian José. Já Lúcio saiu da equipe ao reclamar de substituição. Juvenal acredita que a atitude mostrou que é o técnico quem manda no elenco. Até mesmo o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes foi repreendido ao dizer que sentiu "vergonha" da atuação da equipe na vitória sobre o The Strongest.

Apesar da confiança no trabalho do treinador, Juvenal começava a sofrer pressão de alguns dirigentes pelo baixo desempenho do time. A principal reclamação era que o treinador não conseguiu dar padrão de jogo à equipe em quatro meses de trabalho e nem achou uma formação titular. "Estou acostumado com esse tipo de pressão, já disputei Libertadores pelo Flamengo e sei como isso funciona, mas encarei com tranquilidade", minimizou o treinador, que não escondeu o alívio. "Estou eufórico, mas sei controlar da mesma forma como quando estou frustrado."

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