Mario Cruz/ EFE
Mario Cruz/ EFE

Técnico português elogia time após goleada sobre Nova Zelândia e cobra atenção

'Facilitar é a pior coisa que há, é uma mensagem ruim que se passa', disse Fernando Santos em entrevista coletiva

Estadão Conteúdo

24 de junho de 2017 | 18h02

O técnico da seleção portuguesa, Fernando Santos, valorizou, em entrevista coletiva neste sábado, a goleada por 4 a 0 aplicada sobre a Nova Zelândia, em São Petersburgo, na terceira e última rodada da primeira fase da Copa das Confederações, que confirmou a equipe na semifinais da competição com o primeiro lugar no Grupo A. O comandante elogiou os jogadores e frisou a importância de o time ter mantido o foco nas partidas até o apito final.

"Facilitar é a pior coisa que há, é uma mensagem ruim que se passa. Os jogadores sabem o que quero. Procuro fazer rotação, mas mantenho sempre um padrão equilibrado na minha equipe. Este jogo estava um bocadinho esquisito. Portugal tinha o controle, mas eles acabavam por criar problemas. Se fizessem o 2 a 1 iria ser complicado, não tanto em termos de resultado, mas para o nosso objetivo, que era marcar gols sem sofrer", destacou o treinador português.

Fernando Santos já projeta o time para a fase semifinal do torneio. O adversário ainda é desconhecido. Além do México, já classificado, Chile e Alemanha são as equipes com mais chances de avançar - ambas jogam neste domingo na outra chave da competição. O técnico é cauteloso, mas confia no grupo de jogadores que possui para avançar à final da Copa das Confederações.

"Irei me debruçar sobre os adversários a partir de logo à noite. Vamos tentar analisar os adversários e preparar o próximo jogo, seja contra quem for, cientes de que temos sempre o mesmo objetivo. Agora é outra fase, complemente diferente. Há um resultado que deixa de existir. O empate não existe. São finais e nas finais só há uma abordagem possível: ganhar. Temos de ser melhores e mais consistentes. Temos de ser muito fortes nos dois aspectos do jogo e depois sermos iguais a nós mesmos, para termos bola, atacarmos e tentar chegar ao gol. E, ao mesmo tempo, ter um grande espírito de sacrifício", completou o treinador português.

O astro Cristiano Ronaldo, autor do primeiro gol da equipe na partida, criticou as condições do gramado do estádio em São Petersburgo. O jogador disse que a altura da grama dificultou as ações da equipe. "Era um gramado difícil, a grama também estava um pouco alta e foi quase impossível jogar melhor do que jogamos".

O jogo contra os neozelandeses teve um significado especial para o meia João Moutinho, de 30 anos, que completou cem apresentações pela seleção portuguesa. O atleta comemorou a marca e se mostrou animado para buscar mais títulos com a camisa de Portugal.

"É um orgulho imenso fazer cem jogos pela seleção. Espero jogar ainda mais e dar a minha contribuição à seleção. Isso sim, me faz feliz, tal como esta vitória. Lembro-me bem do meu primeiro jogo. Foi contra o Egito, nos Açores. Aliás, lembro-me de quase todos os jogos. Espero continuar a ajudar a seleção a atingir os seus objetivos".

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