Victor Caivano/AP Photo
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Técnico revela lesão de Lukaku e diz que Hazard e Mertens são dúvidas para quinta

Os três serão avaliados pelos médicos belgas nos próximos dias

Glauco de Pierri, enviado especial/Moscou, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2018 | 13h18

Duas vitórias em dois jogos na Copa do Mundo, as duas por três gols de diferença (3 a 0 no Panamá e a vitória de hoje por 5 a 2 em cima da Tunísia), um dos artilheiros da competição - Lukaku, que ao lado do astro português Cristiano Ronaldo está com quatro gols - e praticamente classificada para as oitavas de final do Mundial da Rússia. Tem alguma coisa que pode incomodar o técnico da Bélgica, o espanhol Roberto Martínez? Sim, as contusões.

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O treinador revelou em sua entrevista coletiva que Lukaku, Hazard (que fizeram dois gols cada sobre a Tunísia) e Mertens são dúvidas para o último jogo da seleção na primeira fase do Mundial, quinta-feira contra a Inglaterra, em Kaliningrado. Os três serão avaliados pelos médicos belgas nos próximos dias.

Segundo Martínez, Lukaku sofreu "danos nos ligamentos externos" do pé esquerdo e vai ser reexaminado nas próximas 48 horas. Sobre Hazard, o problema é na panturrilha esquerda; por fim, Mertens está com inchaço no tornozelo direito. Assim, o técnico disse que poderá fazer "mudanças significativas" entre os titulares que começarão o jogo contra a Inglaterra.

A ideia do treinador é administrar a condição física do elenco para garantir que seus principais jogadores estejam prontos para os confrontos das fases eliminatórias.

 

O JOGO

Em relação à goleada, Martinez disse que viu em campo "um time bem equilibrado, com jogadores prontos para ajudar". E conversou sobre o favoritismo de sua equipe. "Todos têm direito a uma opinião e a falar. Sabemos que para ser um dos favoritos, temos de ter o know how de já ter vencido uma Copa ou ter uma referência. E ainda não vencemos. Na minha opinião, só cinco nações estão nessa situação hoje. O que precisamos fazer agora é trabalhar muito. Seja o que for falado por aí, temos de estar focados", afirmou.

O técnico fez uma ressalva ao comentar a reação dos belgas. "Não se esqueçam que a Tunísia é um time que nós conseguimos jogar muito bem por conta de seu estilo. Eles queriam pressionar nossa saída de bola e vencer o jogo, então, deixou muitos espaços e nosso mérito foi ter aproveitado essas brechas. Foi diferente da vitória sobre o Panamá. Hoje, nem sempre mantivemos a posse de bola", comentou.

Mas o treinador elogiou os jogadores. "Eles estão de parabéns. Toda a comissão técnica está encantada com a atitude. Fizemos nossos gols graças aos nossos talentos individuais, mas também por conta de uma atitude coletiva, que é a forma correta de se jogar futebol", ponderou. "O talento, sozinho, não é suficiente."

 

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