Odd Andersen/AFP
Odd Andersen/AFP

Técnico se despede da seleção australiana e culpa setor ofensivo frágil por queda

Bert Van Marwijk admite que esperava melhor desempenho com a bola no é por parte dos seus comandados

Leandro Silveira, enviado especial / Sochi, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2018 | 15h38

O período de seis meses que Bert van Marwijk permaneceu à frente da seleção australiana terminou sem que ele conseguisse levar a equipe a passar de fase na Copa do Mundo da Rússia. E, na sua avaliação, isso se deu porque a equipe falhou demais nas finalizações e no setor ofensivo nos confrontos com França (derrota por 2 a 1), Dinamarca (empate por 1 a 1) e, finalmente, a derrota por 2 a 0 para o Peru nesta terça-feira. Os dois gols australianos na competição foram marcados em cobranças de pênalti.

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"Contra a França, jogamos de igual para igual. Fomos melhores contra a Dinamarca e hoje tenho o mesmo sentimento. Mas nos três jogos não fizemos a diferença com os gols. Não fizemos o gol e isso é o que faltou para a equipe porque as estatísticas mostram que tivemos 60% de posse e também mais finalizações", afirmou, em entrevista coletiva após o jogo no Fisht Stadium, em Sochi.

O confronto também representou a despedida do técnico, que assumiu o comando da equipe australiana em janeiro. Ele será sucedido por Graham Arnold. Embora garantindo ter ficado satisfeito com o trabalho desenvolvido nesse período, revelou felicidade por agora estar livre no mercado. "Não sei o que me espera. Foi ótimo trabalhar na Austrália, mas também fico feliz de estar livre agora", declarou.

 

Van Marwijk também reclamou de azar no duelo com o Peru, apontando que os dois gols dos sul-americanos surgiram de situações fortuitas. "Nós tivemos azar, porque o primeiro gol, na minha opinião, foi em impedimento, enquanto o segundo surgiu de uma bola desviada", declarou o treinador da Holanda no vice-campeonato mundial em 2010.

A Austrália terminou a sua participação na Copa em quarto e último lugar no Grupo C, com apenas um ponto somado, atrás de França, com sete, Dinamarca, com cinco, ambos garantidos nas oitavas de final, e Peru, com três. Na avaliação de Van Marwijk, os classificados poderiam ser outros. "Minha conclusão é de que França e Dinamarca tiveram mais sorte do que Peru e Austrália", comentou.

 

 

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