Juan Carlos Ulate/Reuters
Juan Carlos Ulate/Reuters

Técnico sensação em 2014 vê Costa Rica mais forte para encarar o Brasil

Jorge Luis Pinto aponta destaques do adversário do Brasil nesta sexta-feira e revela vontade de trabalhar no Brasil

Entrevista com

Jorge Luis Pinto, ex-técnico da Costa Rica

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

21 Junho 2018 | 05h01

O técnico Jorge Luis Pinto é colombiano, mas conhece as seleções de Brasil e Costa Rica como poucos e estará presente no estádio de São Petersburgo para assistir a partida, que ocorre nesta sexta-feira, às 9h, pela Copa do Mundo da Rússia. O treinador comandou os "Ticos" no Mundial de 2014, quando foi o time sensação do torneio, os enfrentou no ano passado - por Honduras - e tem uma profunda admiração pelo futebol brasileiro, onde espera trabalhar um dia. Em entrevista ao Estado, ele fala sobre as dificuldades que a seleção brasileira terá na partida, sobre seus favoritos para o Mundial 2018 e destacou os pontos fortes e fracos do time costa-riquenho. 

O que podemos esperar da Costa Rica?

Acredito que a Costa Rica é uma equipe melhor do que foi em 2014. É um time mais experiente, maduro e com jogadores que estão atuando na Europa, como o Keylor Navas (goleiro) e o Cesar (Borges, meia). Não posso dizer que a Costa Rica vai passar, mas é um time mais forte.

Quais os pontos fortes e fracos da seleção?

Ponto forte é a segurança, a retranca. A linha de cinco jogadores defensivos que adotamos em 2014 e ainda é usada. Já o ponto fraco é a saída de bola do campo de defesa para o ataque. O time joga com blocos ofensivos e defensivos mais distantes e não tem a perfeição do passado.

E como acha que a Costa Rica vai enfrentar o Brasil? 

Claro que vencer seria algo fantástico, mas acredito que irá manter a estrutura tática, sem pressionar no campo de ataque. Vai esperar o Brasil, para ter mais segurança. Só não sei se será o suficiente para vencer a seleção brasileira. 

Quais os destaques da seleção?

Temos bons laterais, principalmente o Oviedo, que eu não pude contar em 2014, pois estava machucado. Keylor Navas é o principal jogador, atua no Real Madrid, e tem também o Celso, que está mais maduro e joga na Espanha (Deportivo La Coruña).

Conversa com Óscar Ramírez, atual técnico da seleção costa-riquenha?

Somos amigos, mas não tenho falado com ele, por respeito ao trabalho. Ele tem o jeito dele de trabalhar e eu tenho o meu. Eu sei que o meu trabalho é comprometido e exigente. Não sei se ele está fazendo isso.

 

 

Quem são seus favoritos ao título?

O Brasil é sempre protagonista e agora tem uma estrutura tática fantástica. Gosto também da Alemanha, pois me parece uma equipe compacta, coerente e dinâmica. Também destaco a Bélgica. 

Você é fã do futebol brasileiro. Pensa em um dia trabalhar por aqui?

Com certeza, seria muito lindo. Sempre tive o sonho de trabalhar no Brasil e se for no Corinthians, é ainda melhor. Cheguei a fazer estágio no Corinthians, por isso tenho essa identificação, mas se tiver a oportunidade de trabalhar no país, ficaria muito honrado.

Em algum momento teve alguma possibilidade? Recebeu alguma proposta?

Sim. No ano passado, eu recebi um contato do Vitória, da Bahia, mas era impossível naquele momento, pois estava com Honduras. Quem sabe no futuro, né?

 

 

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