Técnicos concordam: alteração definiu vitória santista

Nem mesmo a postura mais tranquila e mais modesta de Muricy Ramalho conseguiu impedir que ele confirmasse o óbvio após a vitória do Santos sobre o São Paulo neste sábado: a sua alteração no intervalo, tirando Zé Eduardo e colocando Bruno Aguiar, decidiu o jogo para o time santista.

AE, Agência Estado

30 de abril de 2011 | 19h00

"Eu estava louco para acabar o primeiro tempo, não me conformava com o domínio do São Paulo. Tem dia que você acerta, e hoje foi um dia que eu acertei. Dei segurança ao time, eles estavam inseguros. Daí para frente é mérito do jogador", analisou o treinador, que foi mais longe: "Se continuasse do jeito que estava, a gente perdia o jogo".

Na entrevista coletiva após o jogo, Muricy explicou a alteração: "Igualei o sistema de jogo com o São Paulo (3-5-2), enchi o meio-campo de jogadores, todos muito técnicos e tínhamos que esperar uma oportunidade, porque não tínhamos uma referência (no ataque). Aí é claro apareceu a habilidade dos jogadores que nos temos. Ficamos muito seguros, conscientes, e o time marcou melhor", contou.

A análise do treinador santista é parecida com a de Paulo César Carpegiani, que reconheceu espontaneamente, também em coletiva, que Muricy desequilibrou. "Talvez se não fosse o Muricy do outro lado, nós teríamos passado", disse e depois reforçou o são-paulino, que já sabia que o Santos voltaria melhor do intervalo - e nem assim fez algo para impedir isso. "Nunca tivemos um primeiro tempo tão bom. Tivemos posse de bola, criamos oportunidade, chegamos, criamos, total domínio de jogo. No segundo tempo nós não íamos ter a supremacia porque fatalmente aquilo não ia ocorrer."

Descontraído, Muricy brincou com as críticas que ele imaginou ter recebido das rádios que transmitiam ao vivo o jogo por conta da troca de um atacante por um terceiro zagueiro. " Alguém lá em cima (nas cabines de imprensa) deve ter falado: ''pô, mas vai tirar um atacante e colocar um zagueiro''. Eu mandei gravar tudo", brincou.

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