André Lessa/AE
André Lessa/AE

Técnicos de Corinthians e Santos fazem segredo para o clássico

Mano Menezes e Vágner Mancini não revelam as escalações das equipes para o confronto do próximo domingo

Marcel Rizzo e Sanches Filho - Jornal da Tarde,

19 de março de 2009 | 20h57

SÃO PAULO - Quando Mano Menezes saiu do Grêmio para dirigir o Corinthians, em janeiro do ano passado, a equipe gaúcha contratou Vágner Mancini para substituí-lo. Técnico promissor, não deu certo em Porto Alegre. Exatamente ao contrário do que vem acontecendo na Vila Belmiro, onde tem feito o Santos reagir no Campeonato Paulista. Mano e Mancini têm encontro marcado no clássico de domingo, no Pacaembu.

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Mancini precisou de poucos dias para impor a sua filosofia de trabalho e mudar o Santos. E o seu sucesso se deve à firmeza com que tratou a briga entre Fábio Costa e Fabiano Eller, ao ataque a pontos falhos da preparação do grupo e à recuperação de jogadores. "Pareço calmo aqui, mas internamente pego pesado", avisou logo que chegou à Vila.

Para o clássico de domingo, já avisou que não teme Ronaldo. "Não vamos mudar nosso estilo de jogar para enfrentar o Corinthians", garantiu. Isso significa a permanência do 4-4-2.

Já Mano Menezes deixou no ar que pode escalar um Corinthians muito ofensivo para enfrentar o Santos. O problema é que a frase "eu posso colocar meu time para a frente" foi dita logo depois de o treinador ter sido questionado sobre o fato de não ter vencido um clássico sequer sob o comando da equipe: foram cinco jogos, com três empates e duas derrotas (excluiu-se aqui duelos contra a Portuguesa, que Mano costuma colocar na conta, o que lhe daria uma vitória e outro empate).

Pelo histórico do treinador em clássicos, é difícil imaginar que coloque três atacantes - Jorge Henrique, Dentinho e Ronaldo - no domingo. A equipe treinou assim nesta quinta-feira, mas Elias, que deve ser titular, apenas correu ao redor do gramado porque se recupera de uma lesão muscular.

Como sabe que tem uma equipe frágil defensivamente, tanto contra São Paulo quanto diante do Palmeiras, Mano usou três zagueiros e um volante pegador.

Mancini disputou um clássico desde que chegou ao Santos: vitória (1 a 0, gol de Molina) sobre o São Paulo, na Vila Belmiro.

Para ter um time pelo menos razoável, com capacidade de se colocar entre os quatro primeiros e ir às semifinais do Campeonato Paulista, Mancini recuperou jogadores como Fabão, Luizinho, Triguinho, Lúcio Flávio e esperou o momento mais adequado para lançar Neymar e Paulo Henrique Lima, considerados ‘os novos Robinho e Diego’.

"Encontrei o Santos como se fosse um país sendo atacado durante uma guerra. Concentrei as forças para organizar a defesa e evitar o pior", disse Mancini.

SEGREDOS

Os dois treinadores escondem a escalação. O santista vai comandar um treino secreto nesta sexta, no CT Rei Pelé. "Não vou revelar o time e dar arma ao adversário. A intenção é vencer o jogo e se subir na classificação. E para isso, e como jogamos em casa, pretendo atacar", comentou Mano.

Mas ele adiantou que não pretende fazer marcação especial em Neymar, se este for escalado. "Não pretendo marcar o Neymar ou qualquer jogador individualmente. Desde o Riquelme penso assim", disse o treinador. Ele se referiu à decisão da Libertadores de 2007, quando o Boca Juniors venceu o Grêmio e Riquelme deu show, mesmo perseguido o tempo todo por um gremista.

Neste ponto, os dois comandantes concordam. Mancini também não montou estratégia para colocar alguém vigiando Ronaldo de perto. A marcação será em zona.

ANDRÉ SANTOS LIBERADO

A ideia de Mano é colocar William, que aos 32 anos não tem velocidade para acompanhar atacantes velozes, na sobra. Tudo para liberar André Santos e evitar que o lateral precise marcar, algo que não sabe fazer.

Ao chegar na Vila, Mancini ensaiou um 4-5-1. Mas de cara sentiu que não tinha os jogadores certos para colocá-lo em prática. Faltavam alas e meias de velocidade. Improvisou um time para o Paulista. No Brasileirão, vai surgir o Santos de Mancini, um time para ser campeão, segundo as palavras do próprio técnico.

Pretensão que também está na cabeça de Mano, após tirar o Corinthians da Série B em 2008. Mas antes disso, os dois precisam brigar pela vitória no domingo, no Pacaembu.

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