Técnicos de Figueirense e Corinthians têm péssima relação

Nelsinho Baptista e Alexandre Gallo não se falam desde novembro de 2005, após fracassos no Santos

Cosme Rímoli, do Jornal da Tarde,

27 de outubro de 2007 | 17h41

Há um ingrediente picante na partida deste domingo entre Corinthians e Figueirense. Nelsinho Baptista vai enfrentar Alexandre Gallo. Os dois não se falam desde novembro de 2005, quando o primeiro sucedeu o segundo no Santos. O time, que já havia perdido por 7 a 1 para o Corinthians, foi humilhado também pelo Internacional e goleado por 4 a 0. O então treinador do time da Vila Belmiro, Nelsinho, foi direto na sua explicação para a seqüências de derrotas: "Estou apenas consertando tudo o que deixaram de errado aqui." Veja também: Corinthians faz jogo decisivo contra o Figueirense  Quem teria deixado "tudo errado" foi Gallo, treinador que havia sido demitido do Santos. A resposta foi direta. "O Nelsinho foi infeliz e covarde. Ele já está há 12 partidas no comando do Santos. Ele não teve ética. Não poderia criticar um companheiro de profissão como fez comigo", desabafou Gallo. Desde então, os dois nunca mais se falaram. Ao ser questionado sobre o caso, Nelsinho Baptista ficou irritado e deixou claro que a ferida ainda está aberta. "Nunca mais o encontrei e não quero falar sobre esse assunto", encerrou a conversa. Os dois vão decidir a rivalidade na estratégia. Para Gallo, não teria maior vingança do que complicar a vida de Nelsinho, fazendo o Figueirense ganhar a partida em pleno Pacaembu lotado. Gallo montou sua equipe para torturar o Corinthians. Ele quer explorar a pressão psicológica que o adversário enfrenta, tendo de ganhar de qualquer maneira o jogo. Gallo escalou seu time para marcar forte na intermediária e explorar os contragolpes. A imprensa catarinense destaca que o técnico trabalhou com uma vontade fora do comum. A explicação é ter do outro lado Nelsinho. Já o corintiano está tão tenso que não pode perder tempo e concentração pensando em Gallo. Vai colocar o Corinthians no ataque, porque precisa desesperadamente da vitória. Mas quem esperar um grande abraço e um longo aperto de mão entre os dois pode esquecer.

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