Guilherme Amaro/Estadão
Guilherme Amaro/Estadão

Técnicos e capitães de Grêmio e Inter exaltam clássico inédito na final da Copinha

Rivais gaúchos disputam o título da categoria sub-20 em jogo que deve ter lotação máxima no Pacaembu

Guilherme Amaro, O Estado de S. Paulo

24 de janeiro de 2020 | 13h40

O clássico Gre-Nal será disputado pela primeira vez em uma final de Copa São Paulo de Futebol Júnior. Grêmio e Internacional se enfrentam neste sábado, a partir das 10h, no Pacaembu. Os técnicos e capitães das duas equipes projetaram a decisão e exaltaram o clássico com casa cheia, já que os 32 mil ingressos disponibilizados foram reservados.

"Sempre trabalhamos para chegar à final da Copinha. Quis o destino que chegássemos contra o nosso maior rival, um clássico que todos conhecem, muito acirrado. Temos a noção que esse Gre-Nal pode ser o maior das categorias de base, a Copinha é o torneio de base mais credenciado do Brasil e talvez do mundo. Vai ser um grande confronto, que vença o melhor", afirmou o técnico do Grêmio, Guilherme Bossle.

O treinador do Inter, Fábio Matias, também valorizou o clássico na final. "Se não tiver rivalidade no futebol, acho que perde um pouco a graça. É um dos maiores clássicos mundiais. Nosso principal objetivo é a visibilidade para os meninos e é uma satisfação muito grande ser testemunha viva desse jogo, que dificilmente vai acontecer de novo em uma final. É um momento histórico para a Copinha".

Os capitães de Grêmio e Inter, um pouco mais tímidos, repetiram o discurso dos treinadores. Além do troféu de campeão, os jogadores estão de olho na visibilidade em busca de subir ao elenco profissional de suas equipes.

"É uma honra vestir essa camisa e disputar uma final tão importante como a Copinha, que é uma vitrine para os jogadores. Esperamos sair com a vitória e levar o troféu para a torcida tricolor que merece muito. Estou muito ansioso, é uma final dos sonhos, um título que fica marcado", disse o gremista Matheus Nunes.

No Inter, o capitão é Cesinha, que falou estar com "expectativa muito grande" para a decisão. "Uma final da Copinha todos os jogadores de base querem disputar. Representa muito, é importante para o futuro. Tem muita visibilidade, todos estão vendo. É especial, porque, além de ser a final, é um clássico".

Ainda durante a entrevista coletiva realizada neste sábado, no auditório do Museu do Futebol, em São Paulo, os treinadores buscaram tirar o pressão pelo título. O Grêmio nunca venceu o Copinha, e o Inter levantou quatro vezes o troféu da competição.

"É importante o título, estamos aqui para isso, mas nosso trabalho foi contemplado. É importante a visibilidade, e queremos que vários atletas tenham oportunidade no profissional. Mais do que ser campeão é a visibilidade que eles tiveram, e isso não tem preço, não dá para se trocar por um título", afirmou o colorado Fábio Matias.

O tricolor Guilherme Bossle endossou o discurso. "O Grêmio tem o mesmo pensamento, é um clube que utiliza muito os jogadores de base no profissional, o processo é focado na formação e, se possível, ser campeão. Tem a situação interna que é chegar o mais longe possível pela visibilidade dos atletas".

Policiamento

Segundo a Polícia Militar (PM), a final da Copinha será tratada com cuidado especial. O efetivo de segurança será o mesmo utilizado em clássicos paulistas. Por medida segurança, haverá uma separação de setores de torcida dentro do estádio, com os colorados posicionados nas arquibancadas laranja e no tobogã e os gremistas no espaço restante do Pacaembu. A PM promete realizar uma conferência rigorosa na entrada para evitar superlotação.

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