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Técnicos e dirigentes confusos com código

O técnico Emerson Leão, do Santos, acha que não vai faltar trabalho para os advogados, por conta do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. E dá um exemplo para justificar sua posição: "Como vai haver uma punição de 120 dias, se a lei vigente, que é a Lei Pelé, permite 28 ou 29? Parece que existe uma divergência aí?. De acordo com o treinador, agora, na hora de tomar uma decisão é mais importante ter ao lado um advogado do que um bom time. "Ele não vai ficar dentro de campo, mas vai fazer com que o profissional do futebol fique (no campo).?O Santos foi um dos clubes que procurou orientar seus atletas sobre as punições previstas. O Palmeiras fez a mesma coisa, assim como os quatro ?grandes? do Rio - Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.No caso do Santos, foi elaborada uma cartilha sobre o Código. "É uma cartilha em linguagem fácil e ilustrada, que explica detalhadamente as responsabilidades de cada um", explicou o advogado do clube, Mário Melo. ?Todo jogador tem que se conscientizar de que a coisa mudou. As multas são pesadas e eles podem ser responsabilizados pelo prejuízo pecuniário que provocar aos clubes.?No Rio, uma das principais preocupações é o atraso para entrar em campo tanto no início quanto no retorno do intervalo dos jogos. O valor da multa é de R$ 5 mil por minuto de atraso. O presidente da Federação Estadual de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj), Eduardo Viana, disse que demorará um pouco para que os atletas se acostumem ao Código. "A Comissão de Arbitragem do campeonato foi orientada a ter um pouco de paciência."O ex-atacante Serginho Chulapa classificou as penas previstas pelo CBJD de ?absurdas? e deu como exemplo a punição por jogo violento. "É complicado punirem um jogador que deu um pontapé no adversário com 120 dias de suspensão, a mesma pena de um flagrado no antidoping por uso de drogas. Precisam é punir a corrupção no futebol.?Serginho entende que, com as punições severas, a tendência é os jogadores ficarem mais ?mansos?. Se o Código existisse no seu tempo de jogador, talvez não conseguisse contê-lo. ?Se quando agredi o bandeira (Valdevaldo Rangel, num jogo entre São Paulo e Botafogo-SP, em 1978), eu soubesse que pegaria um ano de suspensão, teria arrebentado ele todinho?, admite.

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