Ernesto Rodrigues e José Patricio/AE
Ernesto Rodrigues e José Patricio/AE

Técnicos são a maior atração do clássico Palmeiras x São Paulo

Antônio Carlos estreia no time alviverde, em casa, e Ricardo Gomes joga pela confirmação do bom momento

Daniel Akstein Batista e Giuliander Carpes, O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2010 | 23h39

O resultado do clássico entre Palmeiras e São Paulo, às 17 horas, no Estádio Palestra Itália (com transmissão da rádio Eldorado/ESPN e do estadao.com.br), pelo Campeonato Paulista, passa pela atuação dos jogadores das duas equipes, claro. Mas boa parte da atenção das duas torcidas estará voltada para o banco de reservas.

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Antônio Carlos iniciou sua carreira como treinador há apenas oito meses e, sob desconfiança - palmeirenses fizeram protesto a favor de Muricy Ramalho -, já assume o comando de uma equipe de tradição. Enfrenta um velho conhecido, o técnico tricolor Ricardo Gomes, que ainda corre atrás de um título para se afirmar perante os são-paulinos.

Embora zagueiros, os dois nunca chegaram a formar uma defesa juntos. Nos tempos de jogador, Antônio Carlos fez carreira nos times paulistas e na Roma. Ricardo Gomes surgiu no Fluminense, depois foi para Benfica e Paris Saint-Germain, onde passou do campo ao banco.

Mas a amizade surgiu nos tempos de seleção. Integraram o mesmo grupo, no início dos anos 90, porém nunca foram escalados no mesmo jogo. "O Antônio Carlos jogava bem mais do que eu", brinca Ricardo Gomes, humilde. "É verdade", diz o agora adversário, sem falsa modéstia, dizendo que tinha mais técnica que o são-paulino.

O tira-teima da tática, da estratégia, começa hoje. Antônio Carlos afirma que se preparou muito bem para começar sua carreira de treinador. Acompanhou técnicos italianos, mas algumas dicas quem deu foi Ricardo Gomes. Quando o são-paulino ainda dava as cartas no Monaco, no ano passado, recebeu o agora palmeirense no principado. Conversaram, jantaram juntos, lembraram algumas histórias esquecidas no passado.

E Antônio Carlos pôde saber um pouco do método de trabalho do amigo. "Tenho ótimo relacionamento com ele", contou. "Passei dois dias na França conversando com ele no ano passado." Ricardo Gomes confirma. A amizade hoje, contudo, se limitará a um abraço no início da partida. A rivalidade entre os times, afinal, cresce a cada dia.

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