JF Diório/Estadão
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Técnicos semifinalistas do Paulistão sofrem pressões distintas

Eduardo Baptista, do Palmeiras, Kleina, da Ponte, Ceni, do São Paulo, e Fábio Carille, do Corinthians, miram a final para confirmar o bom trabalho

Daniel Batista e Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2017 | 07h00

Entre os quatro técnicos semifinalistas do Campeonato Paulista, o palmeirense Eduardo Baptista é o mais pressionado. A contratação de reforços internacionais, como Guerra, Borja e Felipe Melo, trouxe a obrigação de vencer não só a Libertadores, o principal objetivo da temporada, mas também o estadual. Com elencos mais modestos, Fábio Carille, Rogério Ceni e Gilson Kleina não carregam o peso do favoritismo nos ombros, mas também não têm apresentado os mesmos bons resultados. 

Baptista reconhece a pressão. Em recente entrevista ao Estado, o filho de Nelsinho afirmou que espera um ano inteiro de desconfiança por substituir Cuca, que levou a equipe ao título brasileiro no ano passado. 

Nesta sexta-feira, ele destacou o jejum estadual de oito anos como um peso a mais na semifinal contra a Ponte Preta, neste domingo, em Campinas. Embora não tenha vencido as últimas edições do Campeonato Paulista, o Palmeiras é o atual campeão brasileiro e venceu a Copa do Brasil nas edições de 2012 e 2015. 

“É a grande chance de buscar um título paulista que os jogadores não têm. O Palmeiras também vem desse jeito, oito anos sem ganhar o Paulista para um time grande como o Palmeiras não é bom”, comentou. 

O treinador, que conseguiu ótimos trabalhos no Sport e na Ponte Preta, mas que fracassou no Fluminense, tem números convincentes até agora no clube. Ganhou 12 de 17 jogos, o que significa um aproveitamento de 74,5%. No Estadual, conseguiu a melhor campanha. “A Ponte é um time muito reativo. Às vezes, ela prefere dar a bola para o adversário jogar para depois roubar e sair em contra-ataque. Ela jogará no nosso erro, mas também tentará propor o jogo para vir com um bom resultado para São Paulo”, disse Baptista. “É um time que se fecha bem, temos de rodar a bola, fazê-la girar rápido e ficar atentos aos contra-ataques”, disse. 

Gilson Kleina, o adversário de Baptista, retornou à Ponte no dia 23 de março para substituir Felipe Moreira. Foi anunciado com a frase “o bom filho à casa torna”, o que significa que terá tempo para preparar a participação na Copa Sul-Americana e no Campeonato Brasileiro. Está com crédito, pois superou o Santos nas quartas de final. 

A sua passagem anterior pelo clube também o credencia. Desde 2010, ele recolocou o time na Série A e classificou duas vezes para o mata-mata do Paulistão (quartas de final em 2011 e semifinal em 2012). É o técnico com mais partidas consecutivas à frente da Ponte nos últimos 15 anos. Seu aproveitamento é de pouco mais de 40%. 

FALTA CONVENCER

Entre Carille e Ceni, o corintiano é quem aparece em momento melhor. Em 22 jogos, venceu 13 e tem apenas duas derrotas, o que lhe dá um aproveitamento de 69,70%. Contra o seu trabalho, leva a fama de ter o time com o futebol mais feio dentre os semifinalistas do Campeonato Paulista.

“Não é um tema que me incomoda. Temos de nos reunir para melhorar, visando os resultados. Fico feliz de ver evolução na equipe e não me importo com os comentários”, garante.

Ceni venceu 10 jogos em 21 disputados e tem um aproveitamento de 60,3%. Embora venha de derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro e atuações irregularidades, tem muito prestígio com a torcida e com a diretoria, pelo seu passado como goleiro, e isso lhe dá tranquilidade para continuar o trabalho e tentar dar a volta por cima sem qualquer risco de demissão.

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