JF Diorio|Estadão e Ivan Storti|Santos FC
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Tecnologia e reflexo fazem a diferença para goleiros nos pênaltis

Informações através de vídeos e treinamentos especiais dos goleiros obrigam atacantes a treinar mais

Ciro Campos, Daniel Batista e Márcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2017 | 17h00

Tecnologia, estatísticas e reflexo ajudam a explicar a boa fase de Cássio e Vanderlei nas metas de Corinthians e Santos, respectivamente. Ambos contam com muito estudo e treinamento forte para manterem a fama de serem pegadores de pênaltis.

O Estado conversou com os preparadores de ambos, que destacaram o trabalho para mantê-lo em boa forma e se tornarem um pesadelo para os cobradores de pênaltis. “Antes de cada jogo a gente pega pelo menos quatro cobradores do adversário e passa as informações de como eles batem para os goleiros, através de vídeos no celular”, contou Mauri Silva, responsável pelo trabalho com Cássio. 

“A internet ajuda a começar um processo de enumerar quantos pênaltis um jogador bateu do lado direito em uma situação importante. O Jadson, por exemplo, bateu seis pênaltis importantes e cinco deles foram do mesmo lado. A gente sabe que em uma final, por exemplo, ele deve bater na direita, porque é seu canto de segurança”, explicou Arzul, preparador de Vanderlei. 

As informações são passadas para os goleiros antes dos jogos, mas os preparadores precisam lembrá-los no momento da partida. “São muitas informações. Por isso, a gente tenta simplificar o máximo possível”, explica Mauri. Para evitar esquecimento, os preparadores avisam a outros jogadores ou fazem gestos para os goleiros lembrarem como o cobrador vai chutar. 

Mas tanta informação de nada valeria se os goleiros não treinassem intensamente para ter reflexo e saber esperar o momento certo para tomar a decisão. “Envolve capacidades físicas, potência, velocidade e agilidade. Isso fazemos diariamente”, disse Arzul. “O fato de os goleiros treinarem com os batedores de pênalti do time também ajuda”, ressaltou Mauri.

Junto com todo o suporte de treinos e informações, Vanderlei e Cássio conseguem brilhar graças à capacidade de raciocínio rápido e reflexo. Ambos esperam o chute do cobrador para saltar na bola.

“Muitos batedores esperam o goleiro decidir o canto e batem no outro. Se o goleiro fica parado, desestabiliza e o atacante tem mais chances de cobrar errado ou jogar para fora”, explicou Mauri. 

“Temos a intuição dos goleiros e isso não pode ser ignorada”, contou Arzul. 

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