EFE| Shaun Botterill
EFE| Shaun Botterill

Tecnologia é usada pela 1ª vez no futebol, mas gera polêmica

Árbitro Viktor Kassai usou o vídeo para assinalar penalidade em Nishi Daigo, que estaria impedido

O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2016 | 10h02

Pela primeira vez na história, o recurso do vídeo foi utilizado, de fato, em uma partida profissional de futebol. A ação aconteceu nesta quarta-feira, no confronto entre Atlético Nacional-COL e Kashima Antlers-JAP, válido pelas semifinais do Mundial de Clubes, quando o árbitro Viktor Kassai assinalou a infração de Mosquera em Nishi Daigo, dentro da área.

O pênalti foi marcado através do recurso árbitro de vídeo e resultou no gol de Shouma Doi para o clube japonês, após três minutos de paralisação.  

 

A utilização do auxílio tecnológico já acontece em outras modalidades, mas está sendo testada de maneira inédita no futebol neste Mundial, onde os árbitros de vídeo têm à disposição 23 ângulos de câmera para confirmar ou alterar decisões dos árbitros de campo. A palavra final, porém, cabe ao juiz.

Mesmo com toda a tecnologia, a decisão de Kassai gerou polêmica, já que o jogador do Kashima estaria em posição irregular. O impedimento, contudo, não poderia ser alterado com o recuso, uma vez que ele é usado apenas em quatro situações: gol (se a bola cruzou a linha), pênaltis, cartão vermelho e erro de identificação (quando um atleta é punido erroneamente no lugar de outro).

Antes do início da competição, Marco Van Basten, diretor de desenvolvimento técnico da Fifa, falou sobre o assunto. "Isso representa um grande passo no teste da tecnologia. Sentimos que estamos preparados para testar a tecnologia", declarou.

Quem também defendeu o o vídeo foi Massico Bussaca, chefe da Arbitragem da Fifa. "O ritmo do jogo precisa ser mantido e a autoridade precisa ser mantida com o árbitro."

 

 

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