Tecnologia para linha de gol é cara demais para Liga, diz Platini

A tecnologia para a linha de gol é cara demais para a Liga dos Campeões, e a Uefa prefere gastar o dinheiro no futebol juvenil, disse Michel Platini nesta quinta-feira.

ANGEL KRASIMIROV, Reuters

28 de março de 2013 | 17h10

O presidente do órgão regulador do futebol europeu, um oponente de longa data da tecnologia para a linha de gol, avaliou que o sistema de cinco árbitros usado na Liga dos Campeões tinha sido virtualmente livre de erros.

"Se vamos usar essa nova tecnologia da linha de gol na Liga dos Campeões e na Liga Europa, então teremos que estabelecê-la em cada estádio onde são jogadas partidas", ele disse em uma coletiva de imprensa depois de uma reunião do comitê executivo da Uefa.

"Se quisermos usar a tecnologia da linha de gol, teremos que instalá-la em 280 estádios, e então removê-las novamente para os jogos domésticos. Iria custar cerca de 54 milhões de euros (69,26 milhões de dólares) ao longo de cinco anos para essa tecnologia, então é bastante cara para o tipo de erro que acontece uma vez a cada 40 anos".

"Honestamente, eu prefiro colocar mais dinheiro no futebol juvenil e na infraestrutura do que gastá-lo em tecnologia quando há um gol raro que não foi visto por um árbitro", acrescentou.

O órgão que faz as regras do futebol, a Association Board da Fifa, aprovou o uso da tecnologia em julho passado para ajudar os árbitros a tomarem a decisão certa em casos onde não ficou claro se a bola tinha ou não entrado no gol.

A Fifa já disse que vai usar a tecnologia para a linha de gol na Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

"Na Liga dos Campeões, estou muito contente com os resultados. Praticamente, não foram cometidos erros e os árbitros veem praticamente tudo o que acontece no campo", disse Platini.

"Eles veem tudo, embora também haja a questão de como interpretam o que veem. Muitas associações internacionais querem usar cinco árbitros, mas não têm como pagar isso, mas o comitê de finanças da Uefa e os comitê executivo decidiram apoiar e ajudá-las", ele acrescentou.

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