Teixeira deixa Sub-23 em segundo plano

A seleção brasileira e o técnico Ricardo Gomes foram deixados em segundo plano pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que hoje preferiu festejar o nascimento de sua neta Júlia, ocorrido na noite de segunda-feira, no Rio. O dirigente novamente se omitiu e se negou a falar sobre a situação do treinador, apesar de já ter a convicção de que não existe mais lugar para ele na entidade. "Não existe novidade", murmurou Teixeira, ao chegar hoje à tarde na CBF. "Estou chegando, mas daqui a pouco vou sair para ver minha neta que nasceu ontem (segunda-feira)." Durante todo o dia de hoje, vários boatos surgiram na CBF sobre um possível encontro entre Teixeira, Gomes e o supervisor das seleções de base, Branco. Em um deles, os três teriam se reunido fora da entidade. Já em outro Branco teria se escondido e não se encaminhado para a CBF por temer o assédio dos jornalistas. Mas nenhuma das versões foi confirmada. Na realidade, até o início da noite, tanto Gomes quanto Branco, não apareceram na CBF. O treinador, que recebia de salários cerca de R$ 80 mil e é funcionário de carteira assinada, era aguardado na entidade para tratar de sua demissão. Para não prejudicar ainda mais a carreira de Gomes, a CBF já trabalha com a idéia de divulgar oficialmente que foi o treinador quem pediu para deixar o cargo. Apesar de sua saída já estar certa, o fato de o técnico ter sido absolvido pelo fracasso no Chile, fez com que dirigentes na entidade defendessem o lema de que "para quem é bom sempre existe um lugar."

Agencia Estado,

27 de janeiro de 2004 | 19h51

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