Teixeira e Parreira repudiam racismo

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, repudiou a demonstração de racismo ocorrida no jogo de ontem, entre São Paulo e Quilmes, no Morumbi. Em nome da entidade, Teixeira reprovou de maneira enfática o episódio em que o jogador Grafite, do São Paulo, foi alvo de ofensas preconceituosas feitas pelo argentino Desábato. "No esporte só há lugar para o entendimento e a confraternização entre as pessoas. As diferenças ficam por conta apenas dos confrontos nos gramados", disse. O dirigente ressaltou ainda o fato de o Brasil, por meio de medidas legais, estar "dando um exemplo para o mundo" ao tratar do incidente no Morumbi. O treinador da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, também condenou a atitude do jogador argentino. O técnico disse que no mundo atual não há lugar para o racismo, notadamente no futebol, "um esporte que na história serviu tão somente para unir povos e nações". "Em um mundo globalizado, não se entende uma atitude como essa, ainda mais no esporte, que sempre foi um campo onde se exercita a liberdade e a igualdade", disse Parreira. "Alma não tem cor. Toda manifestação de racismo deve ser condenada."Notícias relacionadas ao caso: Embaixador quer desculpas de Desábato Câmara convida Grafite a debater o racismo Quilmes: delegação passou dia no hotel Desábato é um ilustre desconhecido Juiz determina fiança para Desábato Governo brasileiro condena ato racista Ibase encaminhará mensagens à Fifa Desábato é transferido de delegacia Alckmin condena racismo de Desábato Argentino é suspenso preventivamente Nicolás Leoz visita jogador argentino Grafite conseguiu o que queria?, diz Olé Quilmes acusa São Paulo de montar farsa Conmebol também investiga Desábato Enquete em jornal argentino vê racismo ?Atleta não demonstrou arrependimento? Delegação do Quilmes está retida em SP Jogador argentino está incomunicável Advogados tentam livrar jogador Desábato preso por racismo no Morumbi São Paulo vence Quilmes e lidera Grupo 3

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