Teixeira fala em renovar contrato de Luxemburgo com Santos

'Ainda não chegou o momento certo, mas as condições são favoráveis para a permanência', diz presidente

Sanches Filho, Especial para o Estadão

09 de outubro de 2007 | 19h58

Vanderlei Luxemburgo só não fica no Santos em 2008 se não quiser. Durante a homenagem ao time de futebol feminino campeão paulista, segunda-feira à noite, no Recanto dos Alvinegros, o presidente do clube, Marcelo Teixeira, deixou clara sua intenção de renovar o contrato do técnico antes do vencimento do atual, em 31 de dezembro. "Ainda não chegou o momento certo para conversarmos, mas as condições são favoráveis para a permanência de Luxemburgo. Não apenas pela afinidade que ele tem com o clube, mas também pela amizade e pelos bons resultados do time", disse o dirigente, esclarecendo que mesmo que o pior aconteça, com o Santos não se classificando para a Libertadores 2008, a situação atual não muda. A razão para Teixeira não antecipar a renovação do contrato de Luxemburgo é política. Como nas duas últimas eleições presidências do clube, o dirigente fala em não sair candidato para que surjam novas lideranças. Os comentários são de que o seu candidato seria o atual vice da diretoria, Norberto Moreira da Silva. Mas, como nas vezes anteriores, quando estiver terminando o prazo para a inscrição das chapas, Teixeira vai anunciar que é, novamente, candidato à reeleição, "atendendo aos inúmeros apelos". Luxemburgo disse, há cerca de um mês, que não deixaria o Santos antes do fim do atual contrato e que a sua preferência é continuar no clube depois de 31 de dezembro, para dar continuidade ao projeto de modernização do futebol do clube da Vila Belmiro. Em sua primeira passagem pelo clube, em 1997, o técnico orientou o início das obras do CT Rei Pelé e, agora, com a construção do hotel-concentração e do Centro de Excelência na Preparação e Recuperação de Atletas Profissionais, houve um grande avanço. O relacionamento entre Teixeira e o técnico chegou a estar estremecido, porém voltou ao normal há uns 15 dias. Tanto que o dirigente compareceu à cerimônia de lançamento do curso por satélite para formação de técnicos, no Jóquei Clube, o mais novo empreendimento de Luxemburgo, deixando para trás desavenças sobre os pedidos não atendidos de contratações de Rogério, Kleberson e Nilmar. Alessandro topa Se Luxemburgo precisar, Alessandro, que é destro, aceita jogar improvisado na esquerda. "Já atuei na lateral-esquerda quando estava no Flamengo, contra a Portuguesa de Desportos, no Maracanã, com 60 mil pessoas. Não me lembro em que ano foi, só que perdemos o jogo por 2 a 1", disse o jogador. "Como atuo pela direita, tenho as dificuldades normais para chegar ao fundo do campo e fazer o cruzamento. Mas posso ajudar, ficando mais preso à defesa."  A escalação de Alessandro na esquerda é uma das poucas saídas que Luxemburgo tem para resolver o seu problema para o clássico de sábado à noite, contra o Palmeiras, na Vila Belmiro. Como Kléber está na Seleção Brasileira, Dionísio cumprirá suspensão pelo terceiro cartão amarelo e Carlinhos vai operar a perna direita, o técnico terá que improvisar um jogador na posição e Alessandro é um dos candidatos mais fortes. Se ele for para a esquerda, Baiano voltará à lateral-direita.

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