Teixeira garante que não renuncia

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, saiu hoje pela manhã do Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, na zona sul, onde se submeteu a uma angioplastia (desobstrução) na coronária direita, que estava com uma lesão de 85%, na última sexta feira. O dirigente vai passar os próximos dez dias de repouso e foi proibido pelo seu cardiologista particular, Roberto Horcades, de receber visitas e realizar reuniões de trabalho. Em uma nota oficial, Teixeira descartou a hipótese de renunciar ao cargo da entidade. Teixeira deixou o hospital acompanhado por sua mulher, Ana, sem falar com os jornalistas, que foram mantidos fora do local, enquanto o dirigente preparava sua saída. Segundo Horcades, o presidente da CBF não apresentou nenhum problema após a intervenção durante as 72 horas em que ficou internado. "A recuperação do Ricardo foi um sucesso. Espero que ele siga as recomendações e descanse bem", disse Horcades, que cuida de Teixeira há 25 anos. O cardiologista não adiantou se vai pedir o adiamento do depoimento do presidente da CBF à CPI do Futebol no Senado, previsto para o dia 2 de outubro, mas não descartou a hipótese. Proibido de viajar para Buenos Aires, onde quarta-feira o Brasil enfrenta a Argentina pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, o dirigente assistirá à partida pela TV. Os problemas cardiológicos de Teixeira começaram na sexta-feira, dia 24 de agosto, quando o dirigente passou a não sentir o braço direito. Ele realizou, então, uma série de exames que constataram as obstruções nas coronárias direita e esquerda (que apresentou uma lesão média de 40%). Durante a angioplastia, um stent (malha metálica) foi implantado na coronária direita de Teixeira, para evitar que ela volte a ficar obstruída. Na artéria esquerda não houve a necessidade da intervenção, pois a lesão foi considerada de pouca gravidade pelo médico.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.