Teixeira irá se explicar na Justiça

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, vai sentar no banco dos réus em 7 de março, às 13 horas, para interrogatório da juíza da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, Ana Paula Vieira de Carvalho. O dirigente vai responder por remessa ilegal de dinheiro, assim como seu tio Marco Antonio Teixeira, secretário-geral da entidade, e o vice-presidente de Marketing da CBF, José Carlos Salim.Ana Paula acatou terça-feira a denúncia do Ministério Público Federal contra os três integrantes da cúpula da CBF. Eles terão de explicar dois empréstimos que totalizaram US$ 11,5 milhões contraídos pela entidade no Delta Bank and Trust Company of New York, com juros bem mais altos do que os estabelecidos pelo mercado internacional.Outra medida importante da juíza foi ter autorizado a quebra de sigilo bancário dos três dirigentes, o que ela considera fundamental para que se possam comprovar os "fatos narrados na denúncia". O Ministério Público Federal teve apoio do Banco Central nas investigações sobre os empréstimos e entendeu como irregular a taxa de juros de 43% ao ano acertada entre a CBF e o Delta Bank, em 29 de outubro de 1998.Ricardo Teixeira chegou a apresentar na CPI CBF/Nike, na Câmara dos Deputados, uma lista de supostas taxas cobradas a outras empresas que receberam empréstimo do Delta Bank. De acordo com seu depoimento na comissão, essas taxas aproximavam-se da que foi estipulada para a CBF. Ele foi desmentido depois por todas as empresas citadas.De acordo com a denúncia do Ministério Público, o Banco Central também encontrou outro contrato entre a CBF e o Delta Bank no valor de US$ 4,5 milhões, formalizado em dezembro de 1998, com taxa de juros de 25% ao ano. O celular do presidente da CBF esteve nesta sexta-feira, por várias horas, fora da área de alcance ou desligado.

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