Teixeira: pontos corridos até 2006

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, afirma que o campeonato nacional deste ano consolidou o sistema de pontos corridos no País. Em entrevista à Agência Estado, Teixeira disse que nada será rediscutido sobre o modelo até 2006 quando o presidente da CBF espera ter uma primeira divisão com 20 times e outros tantos na segunda divisão. "Meu objetivo é de ter essa situação em 2006", afirmou Teixeira, que esteve nesta segunda-feira em Zurique para participar das festividades da Fifa."Todos diziam que um dos riscos do campeonato de pontos corridos seria se algum time disparasse na tabela e o campeonato perderia a graça. A maior prova de que isso não ocorreu é que houve uma disputa enorme e até a última rodada ninguém sabia quem seria o campeão ou quem cairia. Tivemos dois times disputando para ganhar o campeonato no último dia (Santos e Atlético Paranaense), e quatro ou cinco lutando para não cair. Vimos ainda outros tantos lutando para uma vaga na Libertadores. Posso dizer que há anos não via campeonato tão emocionante", disse.Para Teixeira, o número ideal de clubes no campeonato nacional seria 20. Joseph Blatter, presidente da Fifa, já indicou que gostaria de ter ligas nacionais harmonizadas em número de equipes e não com mais de 16 ou 18 clubes disputando um torneio.A idéia da harmonização, porém, não agrada ao presidente da CBF. "O Brasil, por seu tamanho, precisa ter um campeonato com 20 clubes. Mesmo na Europa, muitos já disputam torneios com 18 ou 20 clubes. Acho esse número ideal para que tenhamos jogos emocionantes durante toda a competição", disse.Financeiramente, o presidente da CBF garante que o modelo de pontos corridos não mudou a situação do futebol nacional. "A grande realidade é que há muito tempo o futebol brasileiro não vive da renda de público presente. Não adianta tampar o sol com a peneira. Essa é a verdade. O campeonato vive de marketing e de direitos de TV", afirmou.Celular - Quanto ao futuro da promoção do campeonato, fontes revelam que a CBF já negocia com empresas de telefonia a venda de direitos para que as companhias possam informar resultados de partidas e mesmo mostrar os gols da rodada pela tela do celular. Para as empresas, que já atuam na Itália, o mercado brasileiro é ideal. São cerca de 50 milhões de usuários de telefones celulares, dos quais metade são homens. Pelo cálculo das empresas, 10% desses homens podem ser considerados como potenciais clientes, o que dá às empresas 2,5 milhões de eventuais consumidores da informação esportiva.

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