Teixeira quer dar "continuidade às vitórias"

"O Santos está vivendo a mesma fase de 40 anos atrás, disputando duas vezes seguidas a Libertadores. Por isso e por tantas conquistas nesses últimos quatro anos, entendo que é preciso dar continuidade a esse trabalho. Infelizmente, não foi possível chegar a um consenso e estamos disputando essa eleição, confiantes no reconhecimento do associado, que não quer mexer em time que está ganhando. A identidade que o torcedor tem com essa nova geração de jogadores é muito grande. Crianças, como os meus filhos, estão muito empolgados. Tanto que meu filho liga seu computador e aparece a imagem do Robinho, no da minha filha aparece o Diego. Por causa dessa empatia, é prematuro negociar um desses jogadores e seria uma irresponsabilidade minha, como apaixonado pelo Santos, negociá-los. Como empresário, talvez fosse mais fácil aceitar a proposta de US$ 14,5 milhões pelo Diego, mas não penso assim e não aceitei. Se nós fizemos um aporte de dinheiro no Santos no passado e continuamos a fazer é porque o clube ainda tem necessidade. Hoje ele é bem menor do que no passado porque parte dos frutos do trabalho está sendo colhido. Com todas as oportunidades que surgiram depois da conquista do título Brasileiro, passando pela Libertadores, com todos falando na venda de quatro ou cinco jogadores do Santos, qualquer empresário teria negociado, no mínimo, um jogador. Se eu tivesse feito isso, com a metade do valor da venda de um único jogador teria restituído os recursos da minha família e reservaria a outra metade para investir no clube. Essa oposição que estamos enfrentando não é construtiva, nada faz para engrandecer o clube. O Santos avançou muito nesses quatro anos e, se existe empresários da capital, como alardeiam os oposicionistas, interessados em investir em projetos do Santos, não sei porque não participaram até agora. Parte desses empresários são os mesmos que fizeram promessas no início de minha gestão, que vinham com US$ 10 milhões de inicio, que iam fazer o CT, a Vila Belmiro. Foram inúmeras promessas em seis meses de negociação que não deram em nada. São os mesmos que estão querendo assumir o clube, com as mesmas promessas." (Marcelo Teixeira)

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