Teixeira reassume o comando da CBF

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, reassumiu nesta segunda-feira seu cargo na entidade. Apesar de não ter comparecido à sede, no centro do Rio, o dirigente nomeou o ex-árbitro e policial federal Edson Resende para a presidência da Comissão de Arbitragem, substituindo Armando Marques, acusado de coação pelo árbitro Alfredo Santos Loebeling.Na quarta-feira, Ricardo Teixeira comandará a Assembléia Geral da CBF, que será realizada na Granja Comary, local da concentração da seleção brasileira, em Teresópolis, na região serrana do Rio.A previsão é de que Ricardo Teixeira, de licença médica desde o dia 31 de agosto de 2001, por problemas cardíacos, compareça nesta terça-feira à sede da entidade. O dirigente reassumiu seu cargo dois dias antes da realização da Assembléia Geral, em que os 27 presidentes das federações de futebol do Brasil irão decidir justamente o seu futuro à frente da CBF.Pela primeira vez na história, a reunião dos presidentes de federações de futebol acontecerá fora da CBF. As constantes manifestações de torcedores, contrários à administração de Ricardo Teixeira, foram determinantes para a escolha de um local isolado para o encontro. Também na quarta-feira acontecerá a convocação da seleção brasileira para o primeiro amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2002, contra a Bolívia, no dia 31, em Goiás.Saída - O ex-presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Armando Marques, esteve nesta segunda-feira na entidade para recolher suas coisas e se despedir de funcionários. Alguns deles afirmaram que ele estava passando mal e precisou receber ajuda do juiz Heber Roberto Lopes (PR) para tomar um táxi.Armando Marques teria induzido Loebeling a mentir no relatório da partida entre Figueirense (SC) 1 x 0 Caxias (RS), dia 22 de dezembro de 2001, na última rodada do quadrangular final da Série B do Brasileiro. Na ocasião, a torcida do time catarinense invadiu o campo faltando dois minutos para o término do confronto. Na súmula da partida, o árbitro escreveu que o tempo regulamentar já havia acabado na hora da confusão. Na semana passada, Loebeling confessou sua atitude para o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Sveiter, que decidiu afastar os dois do futebol.

Agencia Estado,

21 de janeiro de 2002 | 19h37

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