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Teixeira sai antes da Copa, diz Melles

O ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles, previu nesta quarta-feira que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, deve renunciar ao cargo antes do início da Copa do Mundo. De acordo com Melles, a saída do dirigente se dará espontaneamente ou por força de uma "ação jurídica". Ele se referia à Medida Provisória, prestes a ser baixada pelo governo, que autoriza o Ministério Público a requerer à Justiça o afastamento de administradores de clubes e de entidades ligadas ao futebol envolvidos em irregularidades. "O tempo de Ricardo Teixeira na CBF passou", defendeu. "Ele sairá por boa vontade ou por uma ação jurídica". O ministro concedeu entrevista coletiva ao lado do presidente e do relator da CPI do Futebol, senadores Álvaro Dias (PDT-PR) e Geraldo Althoff (PFL-SC). Segundo ele, os diretores da CBF também devem deixar os cargos. Melles disse que desde março, quando começou a debater com parlamentares a situação do futebol brasileiro, Teixeira teve tempo suficiente para preparar sua saída da CBF. Uma das alternativas para o dirigente, no entender do ministro, seria a de ser o representante do Brasil na Fifa. "Ele disse que tiraria licença e tirou", lembrou, referindo-se a conversas que manteve com Teixeira quando começaram as pressões para renunciar à presidência da CBF. "Espero que ele tenha o desprendimento de sair antes da copa do mundo". Medida - Pelas previsões do ministro, o presidente Fernando Henrique Cardoso deve editar a medida provisória contra a corrupção no futebol em cerca de 15 dias. Mas os senadores acreditam que o prazo pode ser encurtado para a semana que vem. Qualquer que seja a data, porém, o certo é que haverá uma solenidade para marcar a disposição do governo em dar um novo tratamento ao futebol brasileiro. Álvaro Dias lembra que a MP absorve quase todos os pontos do projeto de lei proposto pela CPI do Futebol para criar a Lei de Responsabilidade Social do Futebol. "O que se pretende é transformar o amadorismo do futebol, que abriu espaço para a corrupção, em entidades profissionais com direitos e obrigações", resumiu. Uma das normas mais duras da MP é a de impedir a participação em campeonatos de clubes e federações que não estiverem em dia com as contribuições previdenciárias e trabalhistas. O ministro Carlos Melles disse que a medida provisória dará um prazo para as entidades se ajustarem. Segundo ele, o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, prepara um levantamento sobre a situação dos clubes. Melles descartou a possibilidade do governo conceder uma espécie de Proer aos clubes e federações, como o que foi utilizado na reestruturação do sistema financeiro. A saída, no entender do ministro, se dará por intermédio da inscrição ao Refis, que autoriza a renegociação das dívidas fiscais com a Receita Federal. Além do afastamento dos dirigentes envolvidos em corrupção, a medida provisória prevê que eles se tornarão inelegíveis nos seguintes casos: condenação por crime doloso, inadimplência na prestação de contas da entidade e nas contribuições sociais.

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