Teixeira sofre novas investigações

Se existisse um ditado popular para explicar a situação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e de seu presidente, Ricardo Teixeira, esse certamente seria: "quando parece que chegou ao fundo do poço, arruma uma pá e continua cavando". Mesmo a 12 dias da data marcada para o depoimento do dirigente na CPI do Senado, período em que a equipe de investigação se dedica apenas a aprofundar os detalhes das informações já colhidas, decidiu-se adiar em uma semana a ?sabatina? de Teixeira. Motivo: uma nova, e séria, frente de investigação relacionada às movimentações financeiras da CBF, desta vez dentro do território brasileiro. A Agência Estado apurou que uma equipe de três pessoas, especialmente criada para se dedicar exclusivamente às análises da documentação referente à CBF e intitulada "Grupo de Inteligência", foi a responsável pelo descobrimento dos novos indícios de irregularidade. Mais uma vez, como já havia ocorrido em operações financeiras da entidade em paraísos fiscais, Teixeira e pessoas próximas a ele, por meio da confederação, aparecem como suspeitos de lavagem de dinheiro e repasse irregular de capital com taxas de juros incompatíveis com o mercado. "Não é normal abrir uma nova investigação a essa altura. Mas não podemos fechar os trabalhos sem apurar isso", afirmou um funcionário do Senado. Com receio e medindo cada palavra, o relator da CPI, senador Geraldo Althoff (PFL-SC), confirmou a informação. "Ainda não é oficial, mas isso (adiamento) já está definido", afirmou. Estima-se, agora, que o depoimento de Teixeira dure mais do que 14 horas. Por isso, a Comissão estaria trabalhando com a hipótese de dividi-lo em duas etapas. Nesse caso, a segunda ocorreria no dia 10.

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