Teixeira volta a depor em abril

Acusado de ter cometido crime do colarinho branco, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, prestou depoimento nesta segunda-feira à tarde na 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, no Rio. Ele evitou a imprensa e chegou a ser ríspido com um jornalista: "Me esquece, pô", disse. O processo do dirigente foi pedido à Justiça pelo Ministério Público Federal. Se for condenado, ele pode cumprir pena de 2 a 6 anos de reclusão. O próximo depoimento de Ricardo será em 25 de abril.O presidente da CBF ficou mais de duas horas no prédio da Justiça, no centro do Rio, e preferiu sair pela porta dos fundos, ao notar a presença de repórteres. Estava acompanhado de seu tio, o secretário-geral da CBF, Marco Antonio Teixeira, e do diretor de Comercialização da entidade, José Salim - ambos também estão sendo processados pelo mesmo motivo.Ricardo teria infringido dois artigos da Lei 7492/86 (a Lei do colarinho branco) do Código Penal: o 21º e o 22º, que versam sobre operações de câmbio ilegais. O primeiro prevê multa e detenção de 2 a 4 anos. O outro estipula prazo máximo de 6 anos de prisão. No seu caso e dos demais dirigentes da CBF, o que originou a denúncia foram os vultosos empréstimos contraídos pela entidade ao Delta Bank, sob juros totalmente fora de mercado.Ira - Os dirigentes estavam com o advogado José Mauro do Couto e deixaram o prédio num Jeep preto de Ricardo. O carro avançou em velocidade sobre os jornalistas na saída do prédio e por pouco não atingiu um deles.O processo de Ricardo tem o número 200151015395172 e pode ser acompanhado pelo site da Justiça Federal do Rio (www.jfrj.gov.br). O nome completo do dirigente é Ricardo Terra Teixeira.Ao sair da Justiça Federal, hoje, ele não seguiu para a sede da CBF, a menos de dois quilômetros de distância. O pedido feito a seguranças da Justiça para sair pelos fundos causou um mal-estar entre os funcionários federais. Era preciso uma autorização superior, mas Ricardo não esperou a resposta.

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