Telê Santana tem parte da perna amputada

O ex-técnico da Seleção Brasileira, Telê Santana, foi submetido nesta segunda-feira, a uma nova cirurgia na perna esquerda e teve parte do membro amputado. De acordo com boletim médico divulgado à tarde pelo hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, onde Telê está internado desde a última quinta-feira, o ex-treinador foi encaminhado para o Centro de Terapia Intensiva (CTI), e seu quadro clínico apresentava-se "estável". Telê, de 72 anos, já havia se submetido a cirurgias de revascularização do fluxo sangüíneo da perna esquerda e de dilatação do canal urinário. O boletim - assinado pelo cirurgião vascular Caetano Lopes e pelo coordenador do serviço de medicina interna do Felício Rocho, José Olinto Pimenta Figueiredo - informava que "apesar da revascularização cirúrgica do membro inferior esquerdo", o paciente "evoluiu com sinais de isquemia (falta de irrigação sangüínea numa parte do organismo) importante do pé, não sendo possível a sua preservação". Telê sofre de diabetes, o que contribuiu para o seu agravamento clínico. A cirurgia durou uma hora e meia e foi realizada por Lopes.Segundo o comunicado, a amputação ocorreu "ao nível do terço médio da perna", o que corresponde a aproximadamente 12 centímetros abaixo do joelho. De acordo com Renê Santana, filho do ex-treinador, a realização da nova cirurgia foi decidida pelos médicos no domingo e contou com o apoio da família. "Aquilo poderia comprometer a vida dele", disse.Renê, que acompanhava o pai no hospital. Segundo ele o seu quadro inspirava cuidados, mas Telê não corria risco de morrer. A previsão é que o ex-técnico deixe o CTI e seja transferido nesta terça-feira para um quarto do hospital, disse Renê. "Ele está, de um modo geral, bem, apesar da operação traumática". LIMITAÇÕES - A trajetória esportiva de Telê foi interrompida em 1996, quando ele ainda dirigia o São Paulo e sofreu uma isquemia cerebral. A doença deixou seqüelas, impondo-lhe limitações na fala e nos movimentos. O ex-treinador dirigiu a Seleção Brasileira nas Copas de 1982, na Espanha, e 1986, no México, além de grandes clubes do País. Ele comandou o Tricolor do Morumbi na conquista do bicampeonato mundial interclubes, em 1992 e 1993.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.