Marcos Brindicci/Reuters
Marcos Brindicci/Reuters

'Temos obrigação de estar entre os 4', cobra Burruchaga, herói argentino de 1986

Ex-atacante marcou o título do bicampeonato argentino em Mundial no México

Estadão Conteúdo

14 Junho 2018 | 17h38

Autor do gol que deu o título mundial à Argentina na final da Copa de 1986, no México, Jorge Burruchaga coloca pressão no time do astro Lionel Messi, na Rússia. "Temos obrigação de estar entre os quatro primeiros", afirmou o ex-atacante, que hoje atua como gerente geral da seleção argentina.

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Apesar do seu otimismo ao projetar a campanha da seleção do seu país, o dirigente admite que é uma tarefa complicada entrar na luta por uma vaga na decisão de um Mundial.

"Não é fácil chegar às semifinais de uma Copa do Mundo quando você considera as grandes equipes que estarão lá. Por isso não é um objetivo fácil", frisou Burruchaga, que fez o gol da vitória por 3 a 2 sobre a Alemanha Ocidental após receber passe de Maradona, 32 anos atrás, na decisão do Mundial em solo mexicano.

Aquele foi, por sinal, o último gol do esquadrão alviceleste em final de Copa do Mundo. Depois daquela edição competição, a Argentina disputou os títulos de 1990, na Itália, e de 2014, no Brasil. Nas duas ocasiões, sofreu derrota para os alemães por 1 a 0.

 

O ídolo argentino comentou sobre o atual momento da seleção comandada pelo técnico Jorge Sampaoli, que sofre críticas da imprensa local. "Nós que jogamos em uma Copa do Mundo, sabemos muito bem que sempre haverá críticos, mas o mais importante é manter a calma e ter confiança em si", disse Burruchaga, em entrevista à Fifa TV.

"A cada dia que passa, os jogadores estão se sentindo melhor, mais soltos, mais envolvidos com o que o técnico está procurando. Temos um elenco excelente, tão bom quanto qualquer outro no mundo, e esperamos fazer um grande torneio", continuou o ex-atacante, confiante.

Para Burruchaga, a boa campanha no último Mundial, no qual a seleção também era criticada antes da competição, serve como aprendizado, mas ficou no passado. "Foi um objetivo bem alcançado: o vice-campeonato em uma Copa do Mundo não é uma tarefa fácil. É claro que você acaba querendo mais, transformando as coisas na sua cabeça. Mas agora é passado. Temos que seguir em frente."

O gerente da Argentina ressalta que a estreia contra a Islândia, no sábado, às 10 horas (de Brasília), em Moscou, será decisiva para as pretensões da equipe na sequência da competição. "Ao ganhar algo que provavelmente conseguiremos, gera confiança, segurança e eleva a autoestima", finalizou Burruchaga.

A segunda partida dos argentinos pelo Grupo D será diante da Croácia, na próxima quinta-feira, antes de fechar a primeira fase contra a Nigéria, no dia 26.

 

 

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