Alexander Zemlianichenko/AP
Alexander Zemlianichenko/AP

Tempestade em Moscou causa cancelamento de Fan Fest para oitavas da Copa

Alertas dos serviços meteorológicos falavam em chuva forte, chuva de granizo e raios

Glauco de Pierri, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2018 | 10h46

O sábado amanheceu ensolarado e quente em Moscou para mais um dia de Copa do Mundo. Seria uma manhã normal, não fosse por um detalhe - uma mensagem de texto enviada pela operadora de celular russa, às 9h56, com um alerta. "De acordo com a previsão da Central de Monitoramento do Clima, entre hoje e amanhã Moscou terá chuva forte, chuva de granizo, raios, vento de até 22 metros por segundo (cerca de 80 quilômetros por hora). Não se abrigue ou estacione seus veículos debaixo de árvores ou estruturas instáveis."

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Com os alertas dos serviços meteorológicos, a Fifa resolveu cancelar a Fan Fest neste sábado, para as duas partidas das oitavas de final da Copa do Mundo: França x Argentina e Uruguai x Portugal. Ainda não se sabe se o local estará aberto aos torcedores para as partidas de amanhã - a seleção da Rússia enfrenta a Espanha às 11h (horário de Brasília) e a expectativa é de lotação máxima, já que os torcedores russos estão empolgados com a campanha da equipe.

No estádio Luzhniki, em Moscou, avisos sonoros foram emitidos para os jornalistas em pelo menos três idiomas: russo, inglês e espanhol. No começo da tarde, o sol já tinha ido embora e o céu estava escuro. A chuva chegou à capital da Rússia por volta das 15h (9h no horário de Brasília).

 

 

Para o horário do jogo da Rússia, a previsão também é de temporal. O Ministério para Situações de Emergência emitiu nota e pediu para a população e para os turistas que não saiam de casa ou de seus hotéis e que deixem janelas e portas fechadas a partir da noite deste sábado até, pelo menos, a noite de domingo. Apesar da chuva forte, o calor na capital russa deve continuar, com temperaturas médias na casa dos 27ºC.

"Se o vento forte o pegar desprevenido na rua, refugie-se em um edifício. Não se deve proteger da chuva em pontos de ônibus ou debaixo de árvores", diz a parte final do comunicado. Há um ano, no dia 1.º de julho de 2017, Moscou registrou a pior tempestade do século e duas pessoas morreram após serem atingidas por raios.

 

 

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