Amr Abdallah Dalsh/Reuters
Amr Abdallah Dalsh/Reuters

‘Tenho um enorme carinho pelo Palmeiras', diz Keno

Na primeira temporada no futebol egípcio, jogador diz sentir-se à vontade, adaptado, mas não deixa de acompanhar o ex-time

Entrevista com

Keno, atacante do Pyramids FC

Luis Filipe Santos, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2019 | 04h30

Ao longo de uma temporada no Egito, Keno tem conseguido ser regular. Com dez gols em 30 jogos, tem sido importante na luta do Pyramids para alcançar o título do Campeonato Egípcio – é o líder. Por outro lado, teve que lidar com a troca de técnicos e a ameaça de o time perder o apoio financeiro de seu dono no segundo semestre de 2018.

Em entrevista ao Estado, Keno comenta sobre sua fase, a vida no Egito e diz que no meio do ano irá pensar sobre voltar ao Brasil. O atacante diz, ainda, que guarda carinho pelo Palmeiras, clube onde atuava antes de ser negociado para o exterior.

Você está satisfeito com seu desempenho no Egito?

Eu não gosto de ficar falando muito de mim, mas estou satisfeito, sim. Quando cheguei, pensei que fosse encontrar muitas dificuldades para me adaptar. Aqui, a cultura é outra, o futebol é jogado de maneira diferente, o pessoal tem outros costumes. Mas tudo foi se ajeitando de forma rápida e pude fazer bons jogos. 

Como tem sido a vida no Egito? Por exemplo: se acostumou com as diferenças de clima?

Aqui faz calor demais. É impressionante, mas já consegui me adaptar, sim. Você vai pegando uma dica aqui, outra ali, e tudo se ajeita. Mas no começo não foi fácil.

E com a culinária egípcia? 

A gente procura não comer muitas coisas diferentes. Sempre que dá, fazemos comida brasileira e está tudo em casa. Mas não temos muito problema com a culinária local.

Teve algum problema com os costumes do país?

Não! Desde os meus primeiros dias, tentei saber o que eles faziam pra poder respeitar e não cometer nenhuma besteira.

Há muitas diferenças entre o futebol brasileiro e o egípcio? E semelhanças?

Claro que a qualidade do futebol jogado no Brasil é superior, aqui o campeonato é bastante corrido e intenso. Como nosso time fez um investimento alto, as equipes jogam bem fechadas contra nós e não é fácil. Mas estamos indo bem e fortes na disputa do título. 

Como tem sido jogar em um time com poucos torcedores, que quase nunca lota o estádio?

Bem diferente da experiência que tive no Brasil. No Santa Cruz, o pessoal acompanhava bastante e comparecia em bom número ao estádio. E no Palmeiras não preciso nem falar. Todas nossas partidas eram com o Allianz Parque lotado e a torcida nos empurrava do início ao fim.

Como foi para os atletas quando o dono ameaçou tirar o investimento no Pyramids?

Esse problema aconteceu mais de uma vez, mas procuro não me preocupar muito com isso. Desde a minha chegada, sempre fui muito bem tratado e nunca tive nenhum tipo de problema. Eu e minha família só temos que agradecer.

Alguns atletas voltaram após pouco tempo no Egito, como o Rodriguinho. Chegaram propostas para você? Se sim, por que preferiu ficar?

Essas questões eu deixo na mão do meu empresário, Edson Neto. É ele quem toma conta e já sabe o que eu quero para a minha carreira. Claro que sempre leio o que sai na imprensa e é um orgulho muito grande saber que grandes clubes seguem interessados no meu futebol.

Pensa em voltar para o futebol brasileiro em breve?

Eu e minha família estamos bem aqui e ainda não pensamos nisso. Quando acabar a temporada, sentarei com o meu empresário e falaremos sobre isso.

Acompanha o Palmeiras?

Sim. Acompanho o futebol brasileiro e tenho um enorme carinho pelo Palmeiras.

Atletas de velocidade contratados pelo Palmeiras não caíram no gosto do torcedor. Daria algum conselho a Carlos Eduardo e Felipe Pires?

Sempre que posso, falo com o Carlos Eduardo. É um menino super do bem e um ótimo jogador. Eu falo pra ele ficar tranquilo e fazer o trabalho dele de forma natural. Tenho certeza absoluta de que irá ajudar demais o Palmeiras na temporada.

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