Tênis: bagunça está de volta à CBT

"É o fim da bagunça no tênis brasileiro", decretou Jorge Lacerda Rosa em seu discurso de posse, em Brasília, com esperanças de ver dias melhores para a modalidade. Só que pouco menos de dois meses, a confusão voltou a imperar na Confederação Brasileira de Tênis e promete arrastar-se por dias e dias, ameaçando a participação brasileira na Copa Davis - os jogadores devem se manifestar este fim de semana na Costa do Sauípe - e a credibilidade da entidade junto a patrocinadores. Rosa, indignado com a situação, com a nova intervenção em que a juiza carioca, Andrea Duarte, da 47ª Vara Cível, colocou Eduardo Nakamiti, um ex-vice-presidente de Nelson Nastas como administrador, acusa "fizeram uma ação mentirosa, baseado em fatos que não são verdadeiros, induzindo a decisão da juiza", disse Rosa. "Acredito que possamos ter um recurso rápido, derrubando esta decisão em mais dois ou três dias úteis, e não receio enfrentar novamente uma eleição. Na última assembléia, pela primeira vez votaram todas as 25 federações, com o voto de Tocatins - contestado na Justiça - sendo colhido em separado." Jorge Rosa acredita também que um golpe esteja sendo armado para manter Nelson Nastas na diretoria da Federação Internacional de Tênis (ITF). É que para manter-se no cargo, o ex-presidente da CBT precisaria do aval da atual diretoria, o que não conseguiu. Agora, com Eduardo Nakamiti no comando administrativo, poderia ser indicado. A eleição será dia 17 em Londres, com mandato de dois anos."Achei estranho o fato de este grupo ter desde o dia 1º esta intervenção em mãos e esperou justamente a época do Carnaval, em que muitos juízes estão de folga, e numa data próxima a eleição na ITF para entrar com a ação", disse Rosa.Na sede da CBT, na avenida Paulista, diferente dos dias anteriores, a recepção do prédio no térreo já não permite a entrada livre. Avisa por rádio e pede identificação. Fora da sede no momento, Nakamiti não se manifestou a respeito da possibilidade de indicar Nastas para a diretoria da ITF, como chegou a ser comentado.Outra acusação de Rosa é que não acredita na declaração de Nakamiti de abrir o diálogo. "Se ele quisesse falar comigo não teria exigido do oficial de Justiça que eu fosse retirado da sede da CBT", contou Rosa. "Acho que estão querendo sumir com documentos que nos não encontramos e colocaram uma raposa para tomar conta do galinheiro." Antes de deixar a sede da CBT, Rosa tomou o cuidado de pedir para Nakamiti assinar um extrato bancário em que constava um caixa de R$ 20 mil na conta da entidade. "Nos já havíamos pagos as contas referente a dezembro, janeiro e as da primeira semana de fevereiro e ainda deixamos um caixa de R$ 20 mil".Na próxima segunda feira, Rosa entrará em contato com a juiza carioca, Andrea Duarte, comunicando sua versão, além de ter advogados em Brasília na tentativa de manter a validade da assembléia realizada dia 17 de dezembro.

Agencia Estado,

11 de fevereiro de 2005 | 17h33

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