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Gonçalo Junior/ Estadão
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Tensão com a imprensa e apoio de rivais marcam enterro de fundador da Mancha

Velório de Moacir Bianchi aconteceu no Cemitério do Jaraguá, zona norte de São Paulo

Gonçalo Junior, Estadao Conteudo

03 de março de 2017 | 13h50

O enterro de Moacir Bianchi, um dos fundadores da torcida organizada Mancha Alviverde, foi marcado pela tensão entre torcedores e jornalistas. Representantes de vários veículos foram proibidos de acompanhar o velório no Cemitério do Jaraguá, zona norte de São Paulo, na manhã desta sexta-feira. Um torcedor que concedeu entrevistas para emissoras de TV foi duramente repreendido e acabou expulso do velório.

Entre os membros da torcida, o clima foi de dor e consternação. O enterro foi acompanhado por centenas de torcedores palmeirenses, a maioria sem o uniforme tradicional da organizada. Por meio das vidraças, foi possível perceber vários momentos em que os torcedores aplaudiam breves discursos no salão do velório. Torcedores "rivais" também mostraram solidariedade. Representantes da Gaviões da Fiel estiveram presentes no velório e uma coroa de flores foi enviada em nome da Independente, torcida do São Paulo.

Moacir será enterrado no mesmo cemitério em que a Mancha Alviverde já sepultou outros torcedores ilustres, como André Alves Lezo e Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, assassinados por corintianos em uma briga na avenida Inajar de Souza em 2012.

O assassinato de Moacir, na madrugada de quarta-feira, levou a torcida a anunciar o encerramento das atividades por tempo indeterminado. A agremiação justificou a decisão ao citar a morte como o incidente derradeiro entre vários problemas internos enfrentados. A polícia civil investiga o crime.

Bianchi foi assassinado em uma emboscada, conforme mostram imagens de uma câmera de vigilância, no bairro do Ipiranga. Segundo o boletim de ocorrência, dois carros participaram do cerco. O primeiro, um táxi, fechou o carro de Bianchi. O outro, parou atrás e dele desceu o autor de 16 disparos. A vítima foi baleada na cabeça, nos braços e no abdômen.

A principal linha de investigação se ampara em informações de uma cisão interna na Mancha, motivada principalmente por desentendimento entre a diretoria e integrantes da zona sul. Horas antes do crime, associados da Mancha discutiram em frente à sede da torcida, na rua Caraíbas, em frente ao Allianz Parque - Bianchi esteve no encontro e conversou com os demais integrantes.

O conflito foi considerado internamente uma resposta à briga no último dia 12, entre a chamada "sede" e integrantes de outras regiões. Por se sentir desprestigiada pelo comando da organizada, representantes da zona sul foram à região do estádio, onde agrediram alguns desafetos da cúpula da Mancha Verde.

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