Jamira Furlani/Avaí
Jamira Furlani/Avaí

Terceiro técnico mais velho da história, Geninho completa 40 anos de Brasileirão

Atual treinador do Avaí tem 71 anos e dirigiu time pela primeira vez na competição em 1979

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

27 de abril de 2019 | 04h30

Grande parte dos jogadores que vai disputar o Campeonato Brasileiro deste ano sequer havia nascido quando, em 1979, Geninho estreou como técnico na competição. O então goleiro e capitão da Francana assumiu como treinador interino no jogo contra o Atlético-MG, mesmo adversário com quem joga neste sábado à noite, mas agora no comando do Avaí.

Prestes a completar 71 anos, Geninho vai entrar neste início de Brasileiro no terceiro lugar da lista dos técnicos mais velhos da história da competição. Somente aparecerem na frente dele Evaristo de Macedo, que dirigiu o Athletico-PR aos 72 anos em 2005, e Orlando Fantoni, treinador do Vitória com 71 anos e cinco meses em 1988.

O técnico do Avaí, porém, disse ao Estado que não se importa com essas estatísticas. Geninho admitiu já ter pensado em largar o futebol, mas não conseguiu. "O futebol é viciante, é quase uma droga. Minha ideia inicial era parar alguns anos atrás. Como sou formado em Direito, queria advogar. Só que eu não aguentei ficar longe", contou.

Além de gostar do desafio de conduzir um time, Geninho garante se manter motivado principalmente pelos bons resultados recentes. Nos últimos cinco anos ele conseguiu quatro acessos no Campeonato Brasileiro e três títulos estaduais, incluindo a conquista do Catarinense, no domingo passado, ao bater a Chapecoense nos pênaltis.

O treinador mais velho deste Brasileiro afirma que a presença dele e de outros veteranos, como Abel Braga e Luiz Felipe Scolari, mostram o quanto a experiência merece ser valorizada depois de um período em que os mais velhos foram rotulados como ultrapassados. "O treinador experiente é menos sujeito à pressão sabe lidar com jogador 'cobra criada', consegue se impor. O comando do vestiário é fundamental", explicou. 

Pai de quatro filhos e com o quarto neto a caminho, Geninho tem a maior parte da família em Santos. Os parentes torcem pelo sucesso dele ao mesmo tempo em que se preocupam. "Eles queriam que eu já tivesse parado. Acham que é hora de curtir mais casa e a família e ficam assustados quando sabem de casos como os do Cuca, do Abel e do Muricy, que tiveram problemas de saúde causados pelo estresse", contou.

Geninho traçou como principal objetivo para o Avaí a manutenção na Série A e perto do início de mais um Brasileiro, competição que ele ganhou em 2001, com o Athletico-PR, o técnico garante que a chave para se manter jovem é não parar. "Se você ficar estagnado, envelhece e perde o pique. Independentemente da profissão, temos de nos desafiar sempre e provar para si mesmo que podemos fazer".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.