Termina greve que paralisou obras nos estádios da Copa-2010

Trabalhos foram interrompidos por uma semana e devem ser retomados na quinta-feira

Efe

15 de julho de 2009 | 05h55

Os operários sul-africanos chegaram nesta quarta-feira, 15, a um acordo sobre melhorias salariais com a entidade patronal do setor de construção civil do país, a Safcec, e suspenderão a greve que interrompeu por uma semana os trabalhos nos estádios que serão usados na Copa do Mundo de 2010.

 

O anúncio foi feito em Johanesburgo pelo Sindicato Nacional de Mineradores (NUM, em inglês) e pelo Sindicato de Trabalhadores da Construção e Aliados (BCAWU, em inglês) após uma rodada final de negociações com a Safcec iniciada ontem e concluída nesta manhã.

 

O acordo que põe fim à greve entrará em vigor às 12h locais (7h de Brasília) e prevê que os operários retornem ao trabalho na quinta-feira, diz um comunicado emitido pelos sindicatos.

 

O documento não indica a percentagem final do aumento salarial acordado entre as partes, embora fontes próximas às negociações tenham informado que o incremento será de 12%.

 

Os sindicatos NUM e BCAWU exigiam inicialmente 13%. A Safcec ofereceu 10,4% e depois 11,5% após o começo da greve.

 

A greve começou na quarta-feira da semana passada e não afetou apenas os trabalhos nos estádios da Copa do Mundo. Grandes obras de infraestrutura, principalmente as relacionadas a transportes, também foram interropidas.

 

A Copa de 2010 criou mais de 400 mil postos de trabalho na África do Sul, segundo números do comitê organizador local, o que reduziu consideravelmente a taxa de desemprego sul-africana, que atualmente supera passa dos 23%.

 

Dos dez estádios situados em nove cidades sul-africanas que serão utilizados na competição, cinco já começaram a receber eventos esportivos Os demais deverão ser entregues em dezembro.

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