Termografia é exaltada no Botafogo por prevenir lesões

Método utilizado pelo departamento médico do Botafogo há três anos, a termografia é bem avaliada no clube pela capacidade de antecipar possíveis lesões nos jogadores. O fisiologista David Mahamud utiliza uma aparelhagem capaz de tirar uma fotografia e através dela fazer um mapeamento termal da musculatura dos atletas, utilizando manchas de calor para fazer a leitura de quem corre risco iminente de se machucar.

AE, Agência Estado

23 de junho de 2014 | 11h36

"Conseguimos avaliar o nível de estresse físico dos jogadores através da temperatura. Esse estresse pode ser tanto geral quanto agudo, que é quando apresenta um foco de lesão. Sempre procurei fazer a avaliação diariamente, já que é um teste rápido e não evasivo, o que não os prejudica", comentou Mahamud, em declarações publicadas nesta segunda-feira pelo site oficial do Botafogo.

Segundo o profissional, o método foi encarado com desconfiança no início. "Tudo é questão de adaptação. No começo o pessoal estranhou, não deu muita credibilidade por ser uma foto", revelou o fisiologista, que diz não precisar mais convocar os atletas para fazer esse tipo de trabalho específico para prevenção de lesões.

"Depois que começamos a ter o perfil dos jogadores, eles viram a importância do trabalho. Já estou na minha terceira temporada no clube e não preciso mais chamar nenhum deles para tirar a fotografia", afirmou o Mahamud, que atua em conjunto com a comissão técnica também na atual intertemporada por causa da parada do Brasileirão, em virtude da disputa da Copa do Mundo no País. O Botafogo voltará a campo pela competição contra o Sport, em 16 de julho, na Ilha do Retiro, em Recife.

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