Terremoto assusta seleção brasileira

O terremoto de baixa intensidade (2 pontos na escala Richter) que atingiu a cidade de Kashima na madrugada de hoje assustou alguns jogadores da seleção, como o atacante Leandro e o lateral Léo. Eles comentaram com o artilheiro Washington que nunca viveram experiência parecida, ao sentir a vibração das paredes de seus quartos.Da comissão técnica, apenas o coronel Castelo Branco, chefe da segurança, notou o tremor. "Vi a porta do banheiro sacolejar de leve e fiquei atento", contou.O técnico Emerson Leão, que trabalhou no Japão por dois períodos, entre 1992 e 1996, estava dormindo na hora do jichin (terremoto, em japonês) e só soube do fenômeno ao assistir ao noticiário local de TV. Ele passou por uma situação bastante desconfortável quando treinava o Shimizu na cidade de Kyushu, no sul do país, numa pré-temporada de preparação para jogar a Liga Japonesa, em 1993. Presenciou a chegada de um furacão, com ventos devastadores. "As autoridades previam o caos e amarraram árvores e casas." Na ocasião, Leão e sua equipe permaneceram dentro de um hotel, enquanto os postes balançavam na rua. "Estávamos no epicentro do furacão; quando parecia que ia melhorar, tudo desandou de novo." Ainda no Japão, meses depois, o treinador visitou uma vila de pescadores arrasada por um maremoto. "Uma onda gigantesca atingiu todo o vilarejo e rompeu a tubulação de gás do local, provocando um incêndio que não deixou rastro." O tremor desta madrugada foi mais perceptível no Kashima Ivy Hotel, um prédio antigo e onde estão hospedados vários jornalistas brasileiros e japoneses, credenciados para cobrir a Copa das Confederações. O cinegrafista da TV Globo, Álvaro Sant´anna, acordou com a cama de seu quarto sacudindo. "Levou mais ou menos uns cinco segundos e chegou a assustar; tudo balançava", disse. O terremoto não causou transtornos à cidade.

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