Terror volta ameaçar a Copa América

O presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF), o paraguai Nicolás Leoz, se mostrou hoje extremamente preocupado com o recrudescimento da violência na Colômbia, país que deverá sediar a próxima edição da Copa América. Sete pessoas morreram e 130 ficaram feridas nesta quinta-feira à noite depois de um atentado terrorista à bomba na cidade de Medellin. A cidade será a sede do Grupo C onde estão Argentina, Uruguai, Bolivia e Canadá. ?Temos de ter uma conversa no mais alto nível com o governo colombiano?, advertiu hoje o dirigente, deixando no ar a possibilidade de não realizar a competição em território colombiano, caso medidas urgentes de segurança não sejam adotadas. Este é o terceiro atentado a bomba registrado no país este ano. O primeiro ocorreu no dia 11 de janeiro em Bogotá, quando da realização do sorteio dos grupos. O segundo aconteceu no dia 4 de maio, em Cali, cidade que vai sediar o grupo B - formado por Brasil, Paraguai, Peru e México. Uma bomba explodiu em um carro estacionado em frente a um hotel, ferindo dezenas de pessoas. Só em Barranquilla, sede do grupo A (Colômbia, Chile, Equador e Venezuela) ainda não se registraram incidentes deste tipo. A Copa América está prevista para o período de 11 a 29 de julho e será disputada por dez seleções sul-americanas, além de Canadá e México, em sete cidades colombianas: Barranquilla, Cali, Medellín, Armenia, Pereira, Manizales e Bogotá.

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