Rubens Chiri/São Paulo FC
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Testemunha indicada em B.O. contra Leco diz que não estava no local da confusão

Marcelo Pupo diz não ter entendido o motivo de ter sido indicado como testemunha por conselheiro que acusa Leco de agressão

Matheus Lara e Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2017 | 07h00

O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Marcelo Pupo, diz não ter entendido o motivo de ter sido indicado como testemunha do conselheiro Pedro Mauad no boletim de ocorrência contra o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, registrado na última segunda. Mauad acusa Leco de tê-lo ameaçado e agredido verbalmente no estádio do Morumbi, no último domingo, após o jogo do São Paulo contra o Corinthians.

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De acordo com Pupo, ele não estava no local onde supostamente teria acontecido a confusão e, portanto, não testemunhou nada. Ele diz ter estranhado quando viu seu nome no B.O. contra Leco. "Não posso narrar o que eu não vi. Não sei porque ele colocou meu nome lá, eu não tenho nada a ver com isso. Mas não tem dificuldade nenhuma. Se eu tiver que falar alguma coisa, minha resposta vai ser 'eu não estava lá'."

Pupo minimiza a confusão no estádio, e diz que o São Paulo precisa se preocupar com coisas mais importantes, como o apoio ao time que luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. "Isso tudo não importa, até porque acho que essa história toda é uma grande besteira. O clube tem situações e problemas mais sérios para se preocupar do que esse tipo de situação", afirma.

Autor do B.O., Mauad reconhece ter tido dificuldades para perceber quem estava no local. Ele alega que tudo aconteceu muito rápido e, questionado sobre o andamento do processo na polícia, sugere que o problema seja resolvido internamente.

"Tudo aconteceu muito rápido e eu estava acuado. Não vi quem estava vendo", relata Mauad. "Indiquei os dois porque precisava colocar dois nomes, mas vou solicitar imagens internas das câmeras de segurança do estádio para ver quem estava no local para ser testemunha. Minha vontade é que a gente consiga resolver tudo dentro de casa e que todos os questionamentos sejam esclarecidos."

O episódio agitou os bastidores do São Paulo neste início de semana. Logo depois da confusão, o conselheiro emitiu uma nota narrando sua versão: "Ao final do jogo, descendo as escadas do camarote, passei pelo presidente e o cumprimentei. Fui agredido com palavrões, xingamentos e ameaças. Pedi para conversar com ele e o segui. O filho de Leco (não precisou qual) me empurrou e eu pedi para que não colocasse a mão em mim. O Leco viu e pulou na minha garganta."

Na segunda, Leco negou as acusações e disse que o conselheiros se contradiz na história. "Não houve nem ameaça nem agressão", afirmou o presidente. "Prova disso é a contradição entre o que afirmou (o conselheiro) por diversos meios de comunicação e o relato do boletim de ocorrência. Responderei tranquilamente."

Este não é o primeiro entrevero entre Leco e Mauad. Há dois meses, o conselheiro foi denunciado pelo presidente por injúria, calúnia e difamação – tudo por causa de comentários numa rede social em que Mauad insinuou que Leco e Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice de futebol, expulso por agressão ao ex-presidente Carlos Miguel Aidar, estariam juntos em ações ilícitas. A denúncia será debatida no Comitê de Ética do São Paulo.

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