Alex Silva|Estadão
Alex Silva|Estadão

Tetra pode isolar Palmeiras como maior campeão nacional

Atual campeão tentará igualar conquistas de Grêmio e Cruzeiro

Vanderson Pimentel, O Estado de S. Paulo

15 de março de 2016 | 07h00

Copa do Brasil é sinônimo de “coração acelerado” para o palmeirense. Dos três títulos conquistados pela equipe, todos vieram com suor e emoção até o fim, como em 1998, o quando torneio veio após um gol de Oséas aos 44 minutos do segundo tempo frente ao Cruzeiro. O troféu de 2012 foi conquistado na base da superação, após a limitada equipe de Luiz Felipe Scolari empatar com o Coritiba. O resultado não podia ser diferente em 2015, quando o grito da torcida no Allianz Parque saiu das mãos e dos pés de Fernando Prass para garantir o tri da competição nos pênaltis contra o favorito Santos.

Apesar disso, o Palmeiras quer deixar a superação de lado e mostrar uma equipe mais compacta e bem organizada para a atual edição da competição, em que tentará igualar os quatro títulos de Grêmio e Cruzeiro, os maiores campeões da Copa do Brasil.

Acreditando nas contratações trazidas no ano passado, a diretoria optou por renovar contratos curtos e apostar em atletas nem tão renomados, como o atacante Erik, o volante Jean e o meia Régis. Sem a expectativa de novos nomes de peso também no meio do ano, o clube espera que alguns de seus principais jogadores saiam em definitivo do departamento médico prontos para assumir o protagonismo na temporada.

Recuperado de um rompimento de ligamento do joelho, o volante Gabriel deve voltar a ser uma das principais peças do meio-campo. Além dele, nomes mais experientes como Edu Dracena, Barrios e Cleiton Xavier são a esperança para mesclar experiência, ao lado de Fernando Prass e Zé Roberto, com a juventude de jogadores como os atacantes Dudu e Gabriel Jesus, destaques no elenco.

Ainda em processo de reconstrução após passar anos difíceis e convivendo com fantasmas do rebaixamentos, o Palmeiras espera que um novo título da Copa do Brasil deixe-o ainda mais isolado na condição de “maior campeão nacional”. Com oito Brasileiros e três Copas do Brasil, o título daria ao clube a chance de cravar-se como o mais forte do País novamente.

FIQUE DE OLHO

Dudu - Ele sofreu com uma punição ano passado por agredir um árbitro. O jogador pagou pela inocência, mas voltou na reta final para ganhar o apelido de ‘novo Edmundo’. Pela raça em campo, foi um dos heróis da final com dois gols no Santos. É o cara!

TIME

8 reforços foram contratados para aumentar o número de opções do elenco campeão. Dos recém-chegados, o jogador que mais atuou com a camisa alviverde foi Jean, para substituir o lesionado Gabriel. Chegaram também ao clube o goleiro Vagner, os zagueiros Roger Carvalho e Edu Dracena, o volante Rodrigo, os meias Moisés e Regis e o atacante Erik.

HISTÓRICO

Não deixe o Palmeiras chegar, pois vai ser difícil lhe tirar a taça. O Cruzeiro até fez isso em 1996, mas depois, não teve quem conseguisse derrotar o Verdão em final. A começar pelo próprio time mineiro em 1998, que caiu no Morumbi. Depois foi a vez do Coritiba de Marcelo Oliveira sucumbir à força verde em 2012. O técnico daria a volta olímpica em 2015 ao desbancar o favorito Santos.

 

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