Tevez começa a se enturmar com elenco

No restaurante do hotel El Shaddai, em Porto Feliz, ouve-se uma roda de samba depois do jantar. Os jogadores do Corinthians cantam pagode, felizes depois de mais um dia de treino. Alguns instrumentos circulam de mão em mão. O volante Carlos Alberto é o mais animado. Ele estica o pandeiro para Tevez, que só observa a cena, rindo. Os olhares são todos para o jogador argentino. Ele pega, chachoalha o instrumento sem a menor intimidade e o devolve para Carlos Alberto, que bate no couro mostrando como se deve fazer. O grupo todo ri. A integração de Tevez é lenta, mas está acontecendo no Corinthians."Os jogadores já trocaram o respeito pela amizade ao Tevez. É difícil o encaixe de uma estrela em um grupo quando ela é do mesmo país. Quando é de um país rival como a Argentina, o ?pé atrás? dos dois lados cresce. Só que aproveitamos ao máximo esta pré-temporada em Porto Feliz para quebrar o gelo. Tevez já está se sentindo um dos nossos", garante, orgulhoso, o técnico Tite."A tendência, quando você chega em um grupo novo de pessoas, é se isolar. Ou, no máximo, escolher alguém de confiança para se proteger. Entendemos isso e nos primeiros dias deixamos que ficasse mais próximo do Domínguez, que também é argentino", revela Tite."Eu só o conhecia do campo. Descobri que é uma pessoa excelente. Só que a vida toda dele foi no Boca. É normal que tenha ficado tímido nos primeiros dias. Agora já está mais solto. Percebeu que vida de jogador é a mesma em todo o mundo. Está enfrentando o problema de idioma tentando falar com os companheiros (enquanto não começam as aulas com a professora que a MSI já contratou). Talvez ainda não sambe porque não conhece ainda o ritmo", brinca Domínguez.

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