Tevez garante: não discrimina mulheres

O atacante Carlitos Tevez negou de forma categorica nesta quarta-feira que tenha tido a intenção de discriminar as mulheres ao declarar que não aprovava a arbitragem feminina. Ameaçado de sofrer um processo judicial por discriminação, o jogador do Corinthians rompeu o silêncio e defendeu-se em entrevista a uma emissora de rádio de Buenos Aires. ?Eu fui mal interpretado. Eu só disse que é mais fácil argumentar com um árbitro homem que com uma mulher?, disse o craque argentino à rádio Mitre. ?Falei apenas que num clássico de tamanha importância como é Corinthians e São Paulo que seria mais adequado que o árbitro fosse um homem?, explicou. ? Eu não tenho nenhum problema em relação às mulheres. Disse apenas que se fosse o caso de discutir sobre algum lance, seria mais fácil se fosse com um homem?, acrescentou.Tevez revelou na entrevista que a repercusão de suas declarações foram tão grandes que até sua mãe lhe telefonou de Buenos Aires para repreendê-lo. ?Ela me ligou querendo explicações e foi logo perguntando: ?o que foi que você disse das mulheres???, contou o jogador.Os problemas de Tevez começaram no dia 8 de setembro, um dia depois da derrota por 3 a 2 para o São Paulo. Na oportunidade, ele criticou a escolha de duas mulheres (Ana Paula Oliveira e Maria Eliza Correia Barbosa) como auxiliares do árbitro Edílson Pereira de Carvalho.As declarações foram muito mal recebidas por entidades de defesa da mulher e chamou a atenção da delegada Margarette Corrêa Barreto Gracia, que trabalha no Gradi - o Grupo de Repressão e Análise de Delitos de Intolerância. O Gradi é uma delegacia especial da Polícia Civil de São Paulo e cuida de casos de segregração social. ?Foi uma declaração infeliz. Uma posição pessoal preconceituosa e pela qual pode responder a inquérito policial?, disse a delegada. ?O melhor para ele seria vir publicamente e se retratar?, acrescentou ela.

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