Tevez já fala em ficar cinco anos

Tevez perdeu o medo do Brasil. O argentino chegou ao País apostando que sua vida seria um inferno por causa da sua tumultuada vida pessoal - com direito a vários escândalos amorosos. Só que percebeu que ele não desperta a menor atenção dos colunistas sociais. "Ele não é charmoso. Não dita moda no Brasil. Não é um Beckham, um Kaká. Não é um Ronaldo que se casa com a Daniella Cicarelli em um castelo. Absolutamente ele não é um colunável e no máximo me interessam os números financeiros de sua carreira. A sua vida pessoal não. Nem um pouco", diz Cesar Giobbi, colunista social de O Estado de S. Paulo. Seguro e solteiro, carregando sua filha Florencia nos jogos do Corinthians, Tevez se sente em paz no País. A ponto de mudar o seu plano inicial de ir para a Europa depois da Copa de 2006. "Estou me sentindo bem demais aqui. Quero ficar mais tempo aqui. Pode ser até que fique os cinco anos do meu contrato." Agência Estado - Você se fechou quando foi contratado pelo Corinthians. Só agora está dando entrevistas, assumindo ser ídolo do clube. O que mudou? Tevez - Estou falando mais porque eu sou o capitão do time e tenho de dar o exemplo aos mais jovens. Só que o fato de ser muito bem tratado pelos companheiros e pelos torcedores onde quer que eu vá me deixa feliz. Quando vejo os outros jogadores brincando com a Florencia, eu, como pai, não tenho como resistir. AE - Você não sabia nada também do Corinthians ou do Campeonato Brasileiro. Como está vendo o nível da disputa? Tevez - Nós estamos liderando mas existem vários clubes próximos. O campeonato é muito igual, nivelado. Os clubes tem força parecida. Mas eu confio no Corinthians. Temos time para brigar pelo título. AE - Estão todos eufóricos com a campanha do Corinthians, líder do Brasileiro. Você acha esse time mais técnico do que o Boca que foi campeão, com você, da Libertadores em 2003? Tevez - Acho que o Corinthians é mais técnico do que aquele Boca. Só que o Boca era uma equipe mais pronta, compacta. Sabia a hora de pressionar e a hora de deixar o adversário atacar. Nós ainda estamos crescendo como time. Só que o potencial é animador. AE - Márcio Bittencourt disse que você foi um dos jogadores que mais lhe deram força para ser efetivado como técnico. Por quê ? Tevez - Porque eu senti que ele estava preparado. Já havia aprendido bem com o Tite, com o Passarella. Percebi que o grupo confiava no Márcio. Então sempre achei que o melhor seria efetivá-lo. AE - Você já tem sete gols e o artilheiro do Brasileiro tem 11 gols. É animador para um argentino pensar em ser o maior autor de gols no Brasil ? Tevez - Lógico que é. Mas estou pensando antes nas vitórias do Corinthians e não nos meus gols. AE - Você está perdendo espaço na Seleção Argentina? Tevez - Eu tenho de jogar bem pelo Corinthians, pelo meu time, para merecer ser chamado para a minha seleção. AE - Que mania é essa de comemorar todos os gols chupando chupeta? Tevez - É uma homenagem à minha filha Florencia, que mudou a minha vida. Eu até preciso comprar outra chupeta porque perdi a que joguei contra o Coritiba. Eu a coloco em um bolsinho dentro do calção. Desta vez, ela caiu. AE - E você resolveu fazer luzes no cabelo? Tevez - Eu falei para a cabeleleira colocar umas cores no meu cabelo, mas ela não entendeu o que eu disse. No Boca eu jogava com mechas azuis. Aqui elas ficaram assim (amarelas). AE - Você apanha mais em campos brasileiros ou nos argentinos? Tevez - Os zagueiros me maltratam de forma igual. É pontapé de todos os lados.

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