Tevez não desencanta contra o Santos

Com a camisa para fora do calção, o andar desleixado, Carlitos Tevez entrou em campo, deu uma boa olhada no estádio inteiro, arriscou uma leve corridinha de aquecimento e soltou uma cusparada no gramado. Virou-se para o setor onde estava a Fiel e, enquanto os torcedores gritavam seu nome, gesticulou como se estivesse querendo dizer: "Deixa comigo". Foi assim, cheio de marra, que Tevez começou o jogo, tentando, finalmente, desencantar em clássicos paulistas. Correu, se movimentou, deu raça. Arriscou quatro chutes a gol - dois certos e dois errados -, mas não conseguiu balançar as redes. O jovem zagueiro Rogério, recém-promovido do Santos B, estreando no time profissional, foi a sombra do argentino. Para Tevez, pior do que não marcar foi sofrer o quarto revés em seis clássicos. Foram duas derrotas para o Santos (0 a 3 e 2 a 4) e duas para o São Paulo (0 a 1 e 1 a 5). Só contra o Palmeiras teve o gostinho da vitória, e duas vezes (2 a 0 e 3 a 1). "Jogamos muito bem o primeiro tempo, mas caímos no segundo", foi a única declaração de Tevez no fim do jogo. Avesso a entrevistas, recusou-se a responder a mais perguntas. Foi para o vestiário, tomou banho e se mandou logo para o ônibus. Jô, seu parceiro de ataque, que ganha infinitamente menos, teve de ir para o paredão dos jornalistas para tentar explicar a derrota. Em campo, Tevez, assim como o restante da equipe, levou mais perigo ao gol santista no primeiro tempo. Aos 12 minutos, recebeu de Gustavo Nery e, pressionado pela zaga santista, chutou forte. A bola saiu à esquerda de Saulo. Quatro minutos depois, Tevez fez bela jogada e rolou para Jô desperdiçar o gol, cara a cara com Saulo. Aos 32, o gol: Tevez iniciou a jogada bem finalizada por Roger. No segundo tempo, porém, Carlitos sumiu do jogo. Jô passou a ser a principal figura de ataque do Corinthians e Rosinei chegou a marcar um gol. Já Tevez...

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