Thiago Neves diz que assinou por influência de ex-empresário

De acordo com dirigente do Fluminense e agente, atacante não tem qualquer responsabilidade no caso

Leonardo Maia e Bruno Lousada, Agência Estado e Estadão

25 de outubro de 2007 | 18h54

Thiago Neves confirmou nesta quinta-feira a veracidade da notícia de que tem um contrato assinado com o Palmeiras, onde teria de se apresentar no dia 10 de janeiro do ano que vem. Ele alega ter sido pressionado pelo então amigo e procurador Luiz Alberto, de acordo com Marcelo Penha, assessor da presidência do Fluminense, clube onde joga atualmente. "Ele disse ao Thiago que se não assinasse com o Palmeiras iria perder a oportunidade. Também dizia que o Fluminense não tinha interesse na renovação". Veja também: Palmeiras tem contrato com Thiago Neves e agente reclama Diretoria esquece Thiago Neves e paga jogadores do Palmeiras Palmeiras promete levar caso às últimas conseqüênciasPenha questionou a validade do documento, argumentando que um pré-contrato só pode ser assinado a menos de seis meses do término do compromisso vigente, o que não ocorreu porque o Paraná detém os direitos federativos de Thiago até 31 de janeiro de 2009. O Palmeiras se defende afirmando ter recebido um documento das mãos do atleta com a liberação do clube paranaense, e assegura já ter adiantado R$ 400 mil referentes a luvas, que o meia-atacante, inclusive, teria usado para comprar uma BMW branca último modelo. "Eu não sabia de nada. Estou surpreso", diz Léo Rabello, empresário do jogador. "Pelo que vi, o documento parece autêntico, o que só piora a situação do Palmeiras, pois o clube agiu de forma escusa, que contraria o estatuto da Fifa. O Thiago estava sob contrato. Só poderiam negociar com ele pedindo autorização ao Fluminense. Ninguém procurou o clube ou a mim, que sou o empresário dele, registrado na CBF e na Fifa", acusou, garantindo que não há a menor possibilidade do jogador atuar pelo clube paulista no ano que vem ou ser impedido de servir ao time tricolor carioca. "O atleta não tem qualquer responsabilidade. Se houve dolo, foi do Palmeiras. Se levarem isso adiante, poderão ser punidos". O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Paulo Schmitt, informou que o tribunal só tomará atitude caso alguém apresente queixa contra o jogador. A partir daí, a Procuradoria vai avaliar se houve infração ou não e pode denunciá-lo, o que poderia levar à suspensão de Thiago Neves por até 360 dias.

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